Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Após anunciar desistência, Prefeitura vai reavaliar 'Bandeira 3' de táxis

Anunciada na semana passada, nova tarifa recebeu resistência de parte da categoria

Redação, O Estado de S.Paulo

11 de novembro de 2019 | 18h19
Atualizado 12 de novembro de 2019 | 12h03

SÃO PAULO - A gestão Bruno Covas (PSDB) vai reavaliar a "Bandeira 3" para os táxis de São Paulo. A medida, que recebeu resistência de parte da categoria, foi anunciada na semana passada. Nesta segunda-feira, 11, a Prefeitura chegou a anunciar que iria desistir da nova tarifa, mas depois informou que, por enquanto, a portaria não será revogada.

Segundo a portaria, os taxistas podem aplicar a Bandeira 3 somente se pegar o passageiro em bolsões específicos na saída de shows ou grandes eventos, previamente cadastrados no Departamento de Transportes Públicos (DTP). A tarifa equivale a 30% a mais do que o valor da Bandeira 2 e a cobrança é opcional.

Na tarde desta segunda-feira, a Prefeitura chegou a divulgar uma nota afirmando que o fim da portaria seria publicado no dia seguinte, no Diário Oficial do Município. "A revogação (...) se dá em razão da repercussão entre os taxistas, embora a demanda seja antiga e tenha sido debatida com representantes da categoria", dizia o comunicado da Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes (SMT).

À noite, no entanto, a assessoria de comunicação da SMT retificou a informação e disse que não haverá mais publicação no Diário Oficial. A assessoria não soube informar se a revogação só foi adiada ou se a Prefeitura mudou de ideia e decidiu manter a Bandeira 3.

Quando a nova tarifa foi anunciada, sindicatos de taxistas divergiram sobre a cobrança. Na ocasião, o presidente do Sindicato dos Taxistas Autônomos de São Paulo (Sinditaxi), Natalício Bezerra Silva, disse que o grupo não havia sido consultado. “A categoria não quer essa tarifa. Não fomos consultados. Ela não atende aos nossos interesses."

Para Silva, a cobrança maior pode estimular ainda mais os passageiros a usarem aplicativos. "Ela (a Bandeira 3) deve atender a outros interesses que não o do taxista - que quer cobrar uma tarifa justa que atenda os clientes da cidade.” 

Já para o presidente do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores nas Empresas de Táxi no Estado de São Paulo, Antonio Matias, o Ceará, a medida é positiva. "O motorista fica esperando em bolsões na saída dos grandes eventos. Enquanto ficamos esperando, estamos perdendo a oportunidade de outras viagens", disse. 

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