Prefeitura debate reciclagem com população

A Prefeitura de São Paulo realiza de hoje a domingo a 4.ª Conferência Municipal do Meio Ambiente, em que vai colocar à discussão da população, representada por 800 delegados da sociedade civil e do governo, uma proposta para a cidade lidar com seus resíduos sólidos.

Giovana Girardi, O Estado de S.Paulo

30 de agosto de 2013 | 02h13

O Plano Municipal de Gestão dos Resíduos, que deve ser apresentado até o final do ano, será voltado para ações em um período de 20 anos, mas trará algumas metas já para o curto prazo. Ao Estado, o secretário de Serviços, Simão Pedro, adiantou alguns detalhes.

Segundo ele, a ideia é agir em duas frentes: de um lado, melhorar a coleta seletiva e a reciclagem dos secos (que respondem por 35% do total de resíduos da cidade); e de outro, manejar a parte orgânica (51% do total).

Ao final dos 20 anos, o plano, em concordância com o que preconiza a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), estima que somente os rejeitos - o que não é passível de nenhum tipo de reaproveitamento, seja com reciclagem, compostagem ou biodigestão (fermentação dos orgânicos para produzir biogás) - seguirão para os aterros sanitários. Hoje eles são 14% dos resíduos da capital.

Até 2016, último ano da gestão Fernando Haddad, "a coleta seletiva - que hoje ocorre uma vez por semana em 70 dos 96 distritos da cidade e atinge somente 1,6% do lixo seco - deverá atingir toda a cidade e alcançar 10% dos resíduos secos", promete Pedro.

Para promover sua reutilização, explica, serão instaladas quatro grandes centrais mecanizadas de reciclagem no município, que vão trabalhar com cooperativas de coletores. Já antes da Copa, diz o secretário, duas centrais deverão estar em funcionamento - uma em Santo Amaro (zona sul) e outra na Ponte Pequena (zona norte). A fim de alimentá-las, ele planeja aumentar a coleta de resíduos secos para 6% até lá.

Em relação ao orgânico, a ideia é por em prática, ainda em 2014, um projeto-piloto de colocação de composteiras pequenas em 2 mil residências da cidade, ao longo de seis meses. Elas serão escolhidas para ter uma representatividade dos domicílios paulistanos e servir para testar o funcionamento da ideia. Se der certo, eles esperaram ampliar para condomínios para que parte dos resíduos nem precise ser coletada.

Feiras livres. Outro alvo de compostagem devem ser as feiras, em um plano de fazer com que 1/3 tenha seus resíduos levados para composteiras até 2016. Já existe um piloto disso em uma feira de São Mateus.

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