Prefeitura de SP vai instalar 20 drenos para exaustão de gás no Cingapura

Área próxima ao shopping Center Norte, na zona norte, também corre risco de explodir

Rodrigo Burgarelli, O Estado de S.Paulo

06 Outubro 2011 | 18h15

SÃO PAULO - A Prefeitura vai instalar 20 drenos no conjunto habitacional Cingapura da Avenida Zaki Narchi, na zona norte, que tem risco potencial de explosão devido ao acúmulo de gás metano, da mesma forma que o vizinho shopping Center Norte. A área deve estar livre de risco ambiental em dois meses e meio.

Segundo a Prefeitura, o projeto foi apresentado à Cetesb em junho, mas apenas em 28 de setembro o órgão estadual autorizou a instalação. A localização dos drenos foi definida de acordo com estudo contratado pela Prefeitura em 2009 que detectou onde estão os bolsões de gás gerados pelo antigo lixão sobre o qual o conjunto foi construído.

O plano de comunicação e de evacuação foi apresentado nesta quinta-feira, 6, ao Ministério Público. O documento está com a promotora do Meio Ambiente, Claudia Cecília Fedeli, que analisará o material.

Os moradores irão receber o plano de evacuação nos próximos dias e a partir de segunda-feira, dia 10, cartazes informativos também serão afixados no conjunto habitacional.

Exigências. A partir desta quinta, 6, de acordo com exigência do Ministério Público, a Prefeitura começou a fazer monitoramento diário dos 140 apartamentos térreos do Cingapura para evitar que o metano se concentre em locais fechados, como quartos, e cause explosões - até então, esse trabalho era feito de três em três dias.

A partir desta quinta, os técnicos também vão selar rachaduras existentes para evitar vazamento. A extração dos gases de forma segura será feita pelos 20 drenos.

O secretário estadual do Meio Ambiente, Bruno Covas, que acompanhou o prefeito Gilberto Kassab na visita ao Center Norte, disse que, no caso das moradias do Projeto Cingapura, a emissão de gases oferece menos risco porque o conjunto habitacional possui mais áreas permeáveis, que ajudam a dissipar o metano.

"A situação do Cingapura é diferente porque ele fica na entrada do antigo lixão e tem espaços permeáveis, diferentemente do shopping", afirmou o secretário.

(Com Wladimir D'Andrade, da Agência Estado)

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