João Luiz/Secom
João Luiz/Secom

Prefeitura de SP proíbe 'mata-leão' em abordagens da Guarda Civil

De acordo com a norma, fica vedado aos agentes da Guarda Civil Metropolitana o uso de 'técnicas de estrangulamento'

Júlia Marques, O Estado de S.Paulo

10 de setembro de 2020 | 12h38

A Prefeitura de São Paulo proibiu o uso do "mata-leão" pelos agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM). Um decreto do prefeito Bruno Covas (PSDB) com a proibição de técnicas de estrangulamento foi publicado nesta quinta-feira, 10, no Diário Oficial da Cidade de São Paulo.

De acordo com a norma, fica vedado aos agentes da Guarda Civil Metropolitana "o uso de técnicas de estrangulamento, restando vedada a sua aplicação com qualquer parte do corpo ou com a utilização de qualquer tipo de instrumento". 

As demais técnicas que compõem o curso de capacitação fornecido pela Academia de Formação de Segurança Urbana aos agentes ficam mantidas, de acordo com o decreto.

Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Segurança Urbana informou que a GCM já não utiliza a técnica do "mata-leão". "Na Academia de Formação em Segurança Urbana (AFSU), e cursos de capacitação, são ensinadas técnicas de defesa pessoal e de imobilização (artes marciais, judô e karatê), adaptadas para o exercício legal das funções da guarda."

O mata-leão já havia sido proibido pela Polícia Militar em julho. No caso da PM, a proibição da técnica ocorreu dias depois da abordagem a um jovem negro no interior de São Paulo. O vídeo que mostrava os policiais militares sufocando o jovem circulou nas redes sociais. 

Morte de George Floyd provocou onda de protestos

Discussões sobre excesso policial vieram à tona em todo o mundo após a morte de George Floyd, de 46 anos, nos Estados Unidos, em maio. Na abordagem, um agente pressionou o joelho sobre o pescoço de Floyd, enquanto ele estava algemado e de bruços no chão. A morte de Floyd provocou uma onda de protestos em todo o país.

 Nas imagens, divulgadas no dia 27 de maio, Floyd reclama e diz repetidamente: "Não consigo respirar", enquanto o policial que o rendeu, Derek Chauvin, continua ajoelhado sobre seu pescoço. Análises confirmaram que  causa da morte foi  uma parada cardiopulmonar causada por compressão do pescoço. Quatro policiais que participaram da abordagem foram presos.

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