Reprodução/Google Street View
Reprodução/Google Street View

Prefeitura de SP homologa tombamento de duas casas modernistas

Decisão determina a preservação da Casa Pery Campos, em Santo Amaro, e da Casa Dino Zammataro, no Butantã; residências foram projetadas pelo arquiteto modernista Rodrigo Lefèvre

Priscila Mengue, O Estado de S.Paulo

14 Agosto 2018 | 14h46

SÃO PAULO - A Prefeitura de São de Paulo homologou nesta terça-feira, 14, o tombamento do duas residências projetadas pelo arquiteto paulistano Rodrigo Brotero Lefèvre. A decisão prevê a preservação das características externas e parte dos elementos internos da Casa Pery Campos, em Santo Amaro, zona sul, e a Casa Dino Zammataro, no Butantã, zona oeste. Ambas foram projetadas em 1970 e têm características modernistas.

Os imóveis são de propriedade privada e foram apontados como Zonas Especiais de Preservação Cultural (Zepec) em 2004, o que deu origem ao processo de tombamento. A preservação foi decidida em março pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp), período em que foram tombados ao menos 71 imóveis modernistas.

A duas residências têm estrutura principal em formato de arco pré-moldado, ou abóbada. Elas integram uma série de estudos que buscavam experimentar soluções arquitetônicas que pudessem ser reproduzidas em larga escala, o que foi ressaltado durante a discussão no Conpresp. Dentre as características internadas tombadas, estão  também os desníveis, a lareira e as instalações elétricas e hidráulicas - que são aparentes.

A Casa Pery Campos é uma colaboração de Lefèvre com o arquiteto Nestor Goulart dos Reis Filho. Já a  Casa Dino Zammataro foi feita em parceria com os arquitetos Félix Alves de Araújo e Ronaldo Duschenes. O tombamento não prevê área envoltória. 

 

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