Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Prefeitura de SP gastou 5% do previsto com manutenção de viadutos e pontes

Orçamento previa investimento de R$ 44,7 milhões em conservação e manutenção, mas foram gastos apenas R$ 2,4 milhões

Priscila Mengue e Bruno Ribeiro, O Estado de S.Paulo

16 de novembro de 2018 | 21h39

SÃO PAULO - A Prefeitura de São Paulo utilizou até quinta-feira, 15, apenas 5% do orçamento inicial para este ano com conservação e manutenção de viadutos e pontes. Enquanto a previsão era de R$ 44,7 milhões, foram gastos R$ 2,4 milhões, segundo dados de execução orçamentária do Município. 

Ao longo do ano, ocorreram diversas mudanças no orçamento. Em outubro, a um mês da queda do viaduto da Marginal do Pinheiros, foram retirados R$ 11,3 milhões da previsão de gastos. Hoje, o orçamento atualizado é de R$ 18,2 milhões, 59,1% inferior ao previsto no início do ano. Em 2017, foram liquidados 1,5 milhões.

Em nota, a gestão Bruno Covas (PSDB) responde que o orçamento empenhado (gasto autorizado, mas ainda não pago) é maior do que o do ano passado, com aumento de R$ 2,9 milhões para R$ 9,5 milhões. Afirma, ainda, que o Programa de Recuperação de Pontes e Viadutos foi retomado em 2017 após de “ter sido paralisado pela gestão anterior”. 

Em fevereiro, o então secretário de Serviços e Obras (hoje da pasta de Subprefeituras), Marcos Penido, enviou documento sobre a situação dos viadutos ao Tribunal de Contas do Município (TCM). Ele respondia a questionamentos feitos pelo órgão sobre um dos editais de projetos de recuperação dessas estruturas. O TCM havia apontado falta de dados técnicos e disse não abranger todos “os serviços necessários e/ou decorrentes das obras.”

No documento, Penido disse que “não havia recursos para arcar com todos os custos”, o que fez a gestão optar por 33 estruturas para serem recuperadas. Ele lembra do que há "fartas notícias a respeito do estado de abandono que se encontram as pontes e viadutos da cidade de São Paulo, com sério risco à população desta cidade".

O edital só foi publicado no último dia 9, após o TCM ter suspendido, no primeiro semestre, outros dois editais com objetivo semelhante. A estrutura que cedeu não estava em nenhuma das listas.

 

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