Prefeitura de SP firma convênio com USP para avaliar faixas e ciclovias

Estudo para quantificar ganhos para saúde é estratégia da gestão de Fernando Haddad (PT) para comprovar a eficácia de ações

Adriana Ferraz, O Estado de S. Paulo

08 Agosto 2014 | 15h09

Atualizada às 19h51

SÃO PAULO - A Secretaria Municipal de Transportes firmou uma parceria com a Faculdade de Medicina da USP para avaliar quais os ganhos que a instalação de faixas exclusivas de ônibus e ciclovias proporcionam à saúde do paulistano. Ter em mãos estudos que quantifiquem o número de vidas preservadas e o total de internações evitadas pelo poder público é ainda estratégia da gestão do prefeito Fernando Haddad (PT) para comprovar a eficácia das ações.
Em reunião nesta sexta-feira, 8, com a equipe do professor titular de Patologia da universidade, Paulo Saldiva, responsável pelo estudo, o secretário Jilmar Tatto ressaltou que os ganhos à saúde pública derivados de ações em prol da mobilidade nunca foram mensurados na capital. “O convênio vai mostrar que investir no transporte público é também salvar vidas”, disse.

Segundo Tatto, o resultado será mais um argumento para a gestão Haddad e vai ajudar no debate travado com quem não considera o tema mobilidade importante. Para Saldiva, a cidade está “doente” e deve ser tratada. “É o que o convênio firmado com a Prefeitura vai fazer. A Faculdade de Medicina vai estudar a relação entre mobilidade e saúde para ajudar no desenvolvimento de políticas públicas.”
O professor estima que os primeiros resultados poderão ser conhecidos ainda neste semestre. O estudo utilizará dados oficiais da malha de ônibus municipal e da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Por enquanto, o programa de inspeção veicular, suspenso pelo prefeito Fernando Haddad (PT) neste ano, não faz parte oficialmente do estudo. “Mas, a partir dele, poderemos fazer simulações para comparara os resultados obtidos com a inspeção e com a implementação dos faixas ou ciclovias, por exemplo”, disse Saldiva.
Diálogo. Diante das reclamações de moradores e de comerciantes contrários à implementação de ciclovias, especialmente em Santa Cecília, no centro da capital, o secretário sinalizou nesta sexta, pela primeira vez, que aceitará negociar possíveis alterações de trajeto - uma reunião sobre o assunto está marcada para segunda-feira, 11.
Tatto ainda afirmou que passará a avisar a população sobre novas ciclovias, mas não definiu com quanto tempo de antecedência fará isso. O secretário apenas sinalizou que poderia divulgar novos trechos por meio de faixas, uma semana antes. As Avenidas Paulista e Domingos de Morais deverão fazer parte desse pacote.

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