Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Prefeitura de SP estima público de 12 milhões no carnaval de rua

Programação oficial tem 556 desfiles em oito dias de evento; número de blocos cresceu 12,4% e já é o triplo de cinco anos atrás

Priscila Mengue, O Estado de S.Paulo

13 Fevereiro 2019 | 13h12

SÃO PAULO - A Prefeitura de São Paulo divulgou a programação oficial do carnaval de rua na manhã desta quarta-feira, 13. Ao todo, 516 blocos estão previstos para o período entre os dias 23 de fevereiro e 10 de março. O número representa um aumento de 12,4% em relação ao ano anterior, que teve 459, e é o triplo de 2014 (172 inscritos), primeiro ano da regulação do evento na capital paulista

“Vai ser mais um grande carnaval de rua”, declarou o prefeito Bruno Covas (PSDB) em coletiva de imprensa realizada na sede da Prefeitura. “Um carnaval democrático, que não permite a venda de espaços reservados, e descentralizado, com desfiles em 29 das 32 subprefeituras.”

A quantidade de desfiles também aumentou. Estão previstos 556 desfiles em 300 trajetos, 13,2% a mais do que em 2018 (491). O público estimado é de 12 milhões para os oito dias de programação, que inclui os dias 23 e 24 de fevereiro e 2, 3, 4, 5, 9 e 10 de março. 

Neste ano, a programação não contempla a Avenida 23 de Maio, mas traz três novos trajetos de 'megablocos' nas avenidas Engenheiro Luís Carlos Berrini, na zona sul, Tiradentes, no centro, e Marquês de São Vicente, na região oeste. Dentre os artistas confirmados, estão as cantoras Maria Rita e Daniela Mercury e o músico Alceu Valença.

Das 32 subprefeituras, 29 participarão da programação. A maioria dos blocos se concentra na Sé (149), em Pinheiros (102), na Vila Mariana (46) e na Lapa (37).  Seguindo uma tendência das edições anteriores, parte das agremiações desfilará mais de uma vez, acrescentando também opções na agenda do pré e do pós-carnaval.

Como nos anos anteriores, o número de blocos mudou em relação ao de inscritos no fim do ano. O carnaval será patrocinado por uma subsidiária da Companhia de Bebidas das Américas (Ambev), a Arosuco, que repassouR$ 16,1 milhões à gestão municipal, responsável pela organização.

Parte do recurso de patrocínio também foi investido na disponibilização de carros de som e ambulâncias para 29 blocos de rua comunitários, todos com mais de três anos de experiência e público estimado de até quatro mil foliões. Segundo o secretário municipal das Subprefeituras, Alexandre Modonezi, o fomento é uma forma de expandir o evento para mais regiões da cidade. 

Vila Madalena terá zona de acesso restrito durante o carnaval

A Vila Madalena, na região oeste, terá uma Zona de Atenção Especial (ZAE), com acesso mediante revista e restrito a até 5 mil pessoas. Como em anos anteriores, serão proibidos a entrada de vendedores ambulantes e o desfile de blocos no local, além de ser permitido o atendimento ao público apenas em bares e restaurantes fixos. A restrição abrange o quadrilátero formado pelas Ruas Wisard, Girassol, Inácio Pereira da Rocha, Morás e Simão Álvares.

No último fim de semana, uma festa de rua não autorizada terminou com tumulto na região. Segundo o secretário municipal de Segurança Urbana, José Roberto Rodrigues de Oliveira, a Guarda Civil Metropolitana está monitorando novos casos e enviará agentes para a região mesmo nos fins de semana anteriores à programação oficial.

Uma das medidas de segurança que serão tomadas neste ano será a utilização de drones, em vez de câmeras de segurança. No ano passado, um estudante morreu eletrocutado ao encostar em um poste de monitoramento.

 

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