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Prefeitura espera 920 haitianos em 60 dias

A partir desta sexta, 23 ônibus chegarão do Acre - trânsito entre os Estados estava parado; Barra Funda terá quiosque de informações

Juliana Diógenes, O Estado de S. Paulo

19 Junho 2015 | 07h30

SÃO PAULO - Após um mês suspenso, o transporte de haitianos do Acre para a capital paulista foi retomado. A Prefeitura de São Paulo aguarda a chegada nesta sexta-feira, 19, do primeiro dos 23 ônibus que vão aportar no Terminal Rodoviário Barra Funda nos próximos dois meses. A estimativa é de que 920 haitianos cheguem nos próximos 60 dias. Segundo a Prefeitura, há aproximadamente 8 mil imigrantes do Haiti no Município atualmente.

Na sexta-feira, o governo do Acre informou a Prefeitura de que um novo acordo foi firmado e, portanto, a partir daquela data voltaria a enviar os ônibus custeados por recursos do Ministério da Justiça. O traslado ficou suspenso por um mês. O Estado tentou contato com o governador do Acre, Tião Viana (PT), mas não obteve resposta.

Segundo o secretário adjunto de Direitos Humanos de São Paulo, Rogério Sottili, desde a semana passada o Acre avisou que enviaria 43 ônibus com haitianos: 23 virão para São Paulo e 20 seguirão para Porto Alegre. “Devem chegar em média três ônibus por dia. Estamos nos preparando para receber essas pessoas, com acolhimento. Se nas duas primeiras semanas tiver um descontrole ou uma dificuldade, nós podemos ter de renegociar”, afirmou Sottili.

A novidade é que um haitiano e um brasileiro, com domínio de creole e francês, estarão na Barra Funda, a partir desta sexta, para orientar os recém-chegados. Em 15 dias, a Prefeitura terá um quiosque de informações para imigrantes no Terminal.

Busca. O Estado apurou que a gestão Haddad procurou apoio do cardeal de São Paulo, d. Odilo Pedro Scherer, para indicar locais de abrigo de ordem católica. O religioso teria sugerido um endereço na Armênia. A informação não foi confirmada pela Arquidiocese de São Paulo. A Prefeitura informou que articula um abrigo emergencial no bairro, com capacidade para até 60 imigrantes. 

De acordo com o coordenador de políticas para migrantes da Secretaria Municipal de Direitos Humanos, Paulo Illes, até o fim de agosto deve ser fechado um abrigo na Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeu (Scalabrinianas), na região do Pari, com capacidade para 150 pessoas (30 mulheres e 120 homens). Por enquanto, a Prefeitura dispõe de um espaço novo de acolhida para imigrantes, aberto há uma semana, na Penha, zona leste. O local pode receber 80 mulheres e crianças - nesta quinta-feira havia 60 abrigados. 

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