Marcio Fernandes/AE
Marcio Fernandes/AE

Prefeitura de SP abre anexo em hospital de pets

2 meses e meio depois da abertura, serviços serão feitos em dois prédios, sem ampliar atendimento

CAMILA BRUNELLI / JULIANA DEODORO, O Estado de S.Paulo

21 Setembro 2012 | 03h04

Dois meses e meio depois da inauguração do primeiro Hospital Público Veterinário de São Paulo, no Tatuapé, zona leste da capital, um anexo a 200 metros de distância já está em funcionamento. A transferência dos serviços para o novo prédio, na rua paralela à do primeiro local de atendimento, foi feita no domingo. Agora, a Prefeitura estuda criar mais unidades, em outras regiões da cidade.

Apesar do aumento do espaço (a antiga sede é uma casa de 140 metros quadrados e o novo edifício, de três andares, tem 360 m²), o número de cães e gatos atendidos continuará o mesmo, cerca de cem por dia. Além disso, para cada tipo de atendimento o bicho vai ser levado para um lugar diferente. O novo edifício, na Rua Serra do Japi, 168, vai receber todos os animais que precisam de atendimento clínico, cirurgias e laboratório. Já a antiga sede, na Rua Carlos Zagotis, 3, continua sendo usada para emergências, ultrassom e raio X.

"Quando assumimos aqui, não sabíamos direito o que íamos encontrar. Tivemos de implementar a metodologia de atendimento, por isso viemos devagar e alugamos um prédio menor, a princípio", conta o diretor administrativo do hospital, o veterinário Renato Tartalia. "Agora, estamos com outro, porque percebemos que é uma necessidade." O diretor explica que o número de veterinários também aumentou: de 15 foi para 32, e ainda há planos para que esse total chegue a 40.

A verba repassada pela Prefeitura para a entidade que administra o centro, a Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais (Anclivepa), cobre mil consultas e 180 cirurgias por mês e 35 atendimentos iniciais por dia. Tartalia disse que no momento não é necessário mais dinheiro. "Para a estrutura que nós temos, essa verba é suficiente. Se for para aumentar o número de atendimentos, teremos de ir para um lugar ainda maior."

Descentralização. O veterinário defende que outras unidades sejam construídas em outras regiões da cidade, principalmente pequenos postos nas periferias da capital. "Aí poderemos cuidar dos animais de perto e promover uma conscientização da população carente."

Na manhã desta quinta-feira, 20, em evento no Jardim Paulista, na zona sul, o prefeito Gilberto Kassab (PSD), disse que a Secretaria Municipal de Saúde estuda construir um outro hospital nos moldes do que já foi inaugurado no Tatuapé. "Tivemos uma reunião com o secretário (municipal de Saúde) Januario Montone e nós estamos analisando a expansão, com outra unidade."

O prefeito não informou, no entanto, onde seria o novo centro. A secretaria confirma que estuda o assunto, mas ressalta que "ainda é uma ideia que está bem no começo".

Assistência. O hospital é destinado ao atendimento exclusivo dos animais de pessoas de baixa renda, cadastradas em programas sociais como Bolsa Família e Renda Mínima. As exceções devem passar pela avaliação da assistente social do hospital. O problema é que, como nem todo mundo sabe disso, as confusões são constantes. Pessoas que não se enquadram no programa levam seus animais em situação de emergência para o local e, se os donos são aptos a arcar com o tratamento, os bichos recebem só os primeiros socorros e são encaminhados para clínicas particulares.

Sobre a grande procura, Kassab disse que "mostra que esse é o caminho certo, que foi correta a decisão de criar o hospital".

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