Filipe Araújo/Estadão
Filipe Araújo/Estadão

Prefeitura de São Paulo libera corrida de táxi com preço fixo

Modelo vai permitir que o usuário escolha pagar um valor fechado para percorrer determinada distância pela cidade

Adriana Ferraz e Luiz Fernando Toledo, O Estado de S. Paulo

07 Janeiro 2015 | 03h00

SÃO PAULO - A gestão Fernando Haddad (PT) liberou corridas de táxi com preço fixo e pré-determinado em São Paulo. Portaria publicada nesta terça-feira, 6, no Diário Oficial da Cidade autoriza, em "caráter inicial", a adoção, por taxistas interessados, do sistema de cobrança de tarifa pré-fixada. De acordo com o texto, assinado pelo secretário municipal dos Transportes, Jilmar Tatto, o modelo vai permitir que o usuário escolha pagar um valor fechado para percorrer determinada distância pela cidade. 

O custo será determinado pela quilometragem, independente do índice de congestionamento registrado no momento da corrida, a exemplo do que já ocorre nos guichês de táxi comum, especial ou de luxo localizados no aeroporto de Congonhas ou nas rodoviárias do Tietê e da Barra Funda.

Para o cálculo da distância entre os endereços inicial e final, o taxista poderá usar qualquer sistema de mapa eletrônico, como GPS ou aplicativos de internet. Seja qual for a escolha, no entanto, deverá ser obedecida a menor distância apontada pelo aparelho, ou, é claro, o traçado determinado pelo passageiro. Segundo Tatto, a medida visa a "oferecer um sistema confortável e seguro tanto para o passageiro como para o condutor", tendo em vista ainda "as novas tecnologias que permitem a roteirização e o cálculo da rota a ser percorrida".

A utilização do preço fixo, no entanto, é opcional, de acordo com a Prefeitura. O usuário de táxi deverá continuar podendo escolher entre os dois sistemas. Geralmente, a tarifa pré-fixada vale a pena quando há tráfego intenso. Nesse caso, o passageiro não arca com todo o ônus dos congestionamentos - com o taxímetro ligado, o tempo e não apenas a distância determinada o valor final da corrida.

Pela tabela publicada no Diário Oficial, uma corrida de 10 km, em táxi comum, na bandeira 1, custará R$ 40 no modelo de preço fixo. No táxi especial, do tipo vermelho e branco, o mesmo trajeto custará R$ 51 e no táxi luxo, R$ 61.

Prazo. A novidade não deve demorar a se espalhar pela capital. Segundo afirmou a Secretaria Municipal dos Transportes, qualquer taxista pode fazer uso de aplicativo para cálculo da tarifa, desde que o usuário permita. Nas ruas, o pagamento poderá ser pago antes ou depois da corrida, de acordo com o que ficar combinado antes da viagem.

Apesar de pouco conhecido, o sistema de tarifa pré-fixada é permitido na cidade desde 2002, mas em apenas quatro endereços: Congonhas, terminais rodoviários Tietê e Barra Funda e Anhembi Parque. Nesse locais, o passageiro deve procurar uma cabine de atendimento para calcular sua rota e efetuar o pagamento da corrida.

De acordo com a pasta, esse modelo será estendido a outros pontos de táxi privativos da capital. Os interessados terão de abrir processo administrativo no Departamento de Transportes Públicos e aguardar a aprovação do pedido. Com a autorização em mãos, os responsáveis deverão ainda providenciar a instalação de cabines para efetuar a cobrança antecipada. A portaria determina que a instalação do guichê deverá ocorrer, em local apropriado, sem ônus para a Prefeitura, identificando de forma destacada a respectiva categoria, como táxi comum ou especial.

Para o taxista Antonio Palácio, que tem um ponto de táxi no bairro do Limão, zona norte de São Paulo, a medida será mais indicada para viagens intermunicipais. "Não há necessidade disso dentro do município. Se o trânsito está pesado, é um valor, se está normal é outro", disse.  "Acho que esse sistema funciona melhor se for só em viagens para outros municípios." Palácio ainda ressalta que o usuário deverá ficar atento para fazer a escolha certa e não assumir prejuízos.

O presidente do Sindicato dos Taxistas Autônomos de São Paulo (Sinditaxisp), Natalício Silva, disse que não sabia da medida e que, por isso, ainda não sabe dizer se a mudança ajudará ou não o setor.

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