Prefeitura de São José dos Campos atendeu 235 famílias do Pinheirinho

Cerca de 9 mil moradores serão retiradas da comunidade para atender ordem judicial

Agência Brasil

22 de janeiro de 2012 | 17h18

A prefeitura de São José dos Campos, no interior de São Paulo, atendeu 235 famílias que foram desalojadas da ocupação do Pinheirinho. Segundo nota da administração municipal, 120 dessas famílias irão para outros endereços na cidade, 110 serão alojadas temporariamente em abrigos e quatro receberam passagens para voltar às suas cidades de origem. Além disso, cerca de 900 pessoas receberam alimentação, apoio para transporte e guarda de seus bens.

 

Cerca de 9 mil pessoas vivem há sete anos em um terreno que integra a massa falida da empresa Selecta, do investidor Naji Nahas. Elas foram despejadas neste domingo, 22, em cumprimento a uma decisão da Justiça de São Paulo.

 

Ação policial. A operação que começou no início da manhã mobilizou três batalhões da Polícia Militar, com mais de 2 mil homens, dois helicópteros, 220 viaturas, 40 cães e 100 cavalos. Para vencer a resistência dos moradores, que fizeram barricadas e atearam fogo nos acessos da ocupação, a tropa de choque usou balas de borracha e gás lacrimogêneo. Um homem levou um tiro de munição real disparado por um guarda civil.

 

A PM disse que apreendeu armas brancas com os manifestantes e pelo menos duas pessoas foram presas. Até às 16h30 a operação não havia sido concluída.

 

Os ocupantes também atearam fogo em um carro de uma emissora de TV. Em protesto contra o despejo, eles bloquearam parcialmente a Rodovia Presidente Dutra, congestionando a via que liga São Paulo ao Rio de Janeiro. A pista foi desobstruída por volta das 15h.

 

A ação passou por cima de um acordo acertado na última quarta-feira (18) que suspendia por 15 dias o processo de falência da Selecta e, consequentemente, a reintegração de posse. Os moradores dizem ainda que conseguiram na sexta-feira (20) uma liminar no Tribunal Regional Federal da 3ª Região contra o despejo. A PM, no entanto, diz que as decisões federais não sobrepõem a determinação da Justiça estadual, que decidiu pela reintegração. As informações são da Agência Brasil.

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