Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Prefeitura de São Bernardo embarga show de Caetano em ocupação do MTST

Apresentação estava marcada para as 19h; Paula Lavigne, Sonia Braga, Alline Moraes e Marina Person tentam liminar na Justiça

Fabio Leite e Ricardo Galhardo, O Estado de S.Paulo

30 Outubro 2017 | 16h37
Atualizado 30 Outubro 2017 | 19h12

SÃO BERNARDO DO CAMPO - A prefeitura de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, embargou o show do cantor Caetano Veloso na ocupação Povo Sem Medo, do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), marcado para as 19 horas desta segunda-feira, 30, conforme informou a coluna Direto da Fonte, da jornalista Sonia Racy. Segundo a produtora cultural Paula Lavigne, mulher de Caetano, a Polícia Militar está na entrada da ocupação proibindo a entrada de equipamentos no local. Um grupo de artistas está tentando obter na Justiça uma liminar favorável à realização da apresentação.

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"A prefeitura disse que sem autorização não tem show e está barrando a entrada dos equipamentos", disse Paula.

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Ela, as atrizes Sonia Braga e Alline Moraes e a cineasta Marina Person foram para a prefeitura para tentar negociar uma solução com o prefeito Orlando Morando (PSDB). O tucano afirmou que a administração municipal recebeu do Ministério Público a recomendação para impedir a realização do show na ocupação.

Após o encontro com o prefeito, o grupo de artistas se dirigiu ao Fórum de São Bernardo do Campo para tentar uma liminar que libere a apresentação.

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O show estava marcado desde a semana passada e foi amplamente divulgado nas redes sociais pelo movimento 342 Arte, encabeçado por Caetano e Paula, que reúne artistas, intelectuais e personagens do mundo político para discutir o País.

A ocupação Povo Sem Medo reúne há dois meses mais de 7 mil famílias em um terreno próximo a bairros de classe média em São Bernardo e é motivo de tensão entre os sem-teto e as autoridades locais. 

Nesta terça-feira, 31, o MTST, liderado por Guilherme Boulos, pretende fazer uma marcha desde a ocupação até o Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, para cobrar uma solução do governo Geraldo Alckmin (PSDB).

A prefeitura de São Bernardo foi procurada, mas ainda não se manifestou.

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