Prefeitura de Itu, no interior de São Paulo, decreta racionamento de água

Abastecimento será interrompido de 20 às 4 horas; medida vale para toda a cidade

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

05 Fevereiro 2014 | 19h04

SOROCABA - Sem condições de garantir o abastecimento da população, a prefeitura de Itu, na região de Sorocaba, decretou racionamento de água a partir desta quarta-feira, 5. Diariamente, o abastecimento será interrompido às 20 horas e retomado às 4 horas. A medida vale para toda a cidade, de 155.611 habitantes, e só será revogada quando voltar a chover e os reservatórios atingirem o nível normal.

Os quatro principais mananciais estão com menos da metade do nível normal para esta época - um deles está quase seco. Os bairros altos chegam a ficar 24 horas sem água. Uma nova estação de tratamento de água entrou em operação, mas não resolveu o problema, já que não chove.

Sorocaba. Em Sorocaba, moradores de condomínios da zona norte interditaram a Rua Atanázio Soares, uma das principais vias da região, em protesto contra a falta de água, na noite de terça-feira, 4. Com baldes e garrafas nas mãos, eles pararam o trânsito por uma hora, alegando que estavam sem abastecimento desde domingo.

A Câmara aprovou a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a falta de investimentos no abastecimento. A prefeitura atribuiu o déficit no abastecimento a um aumento de 30% no consumo em razão do calor. Admitiu, no entanto, que o sistema de distribuição está defasado e informou que investe para ampliar em 40% a capacidade.

A cidade consome 142 milhões de litros por dia, média de 236 por habitante. A principal fonte de abastecimento, a represa de Itupararanga, está com o nível 20% mais baixo que o normal nesta época.

Orlândia. As seguidas interrupções no fornecimento de água levaram os moradores de Orlândia, no interior de São Paulo, a fazerem um "panelaço" na frente da prefeitura na tarde desta terça-feira, 4. Com baldes nas mãos e apitos, cerca de 40 pessoas fizeram muito barulho enquanto reclamavam das torneiras secas e da água barrenta que estaria sendo distribuída pelos caminhões-pipa.

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