Prefeitura analisa novos locais para esporte

Para tentar desafogar a procura de skatistas pela Praça Roosevelt, a Subprefeitura da Sé começou a estabelecer diálogo com os praticantes do esporte, com o objetivo de encontrar outros lugares da região que podem se transformar em novas 'skateplazas' e 'skateparks' - parque e praças adaptados para prática do skate.

O Estado de S.Paulo

05 de abril de 2013 | 02h04

Na semana passada, o subprefeito realizou uma vistoria, acompanhado de representantes da Confederação Brasileira de Skate e de profissionais do esporte, para encontrar possíveis locais para receber as obras.

Três pontos foram selecionados pelo grupo: embaixo do Viaduto do Café, perto da Praça Roosevelt; na Praça José Luis de Melo Malheiros, no Glicério, na esquina das Avenidas São João e Duque de Caxias; e no Parque Dom Pedro.

Todas essas regiões são pontos de concentração de moradores de rua e usuários de crack. Atualmente, além da Praça Roosevelt, é possível encontrar skatistas no Vale do Anhangabaú, na frente do Mosteiro de São Bento e na Praça da Sé.

Para o vice-presidente da CBSK, Edson Scander, essa descentralização é fundamental para desafogar o grande fluxo de skatistas em determinados pontos da capital. "Se não forem construídos locais adequados no centro, sempre vão ter vários skatistas na Roosevelt, por exemplo. A reforma daquele lugar não vai resolver o problema a médio e longo prazo."

Demanda. Segundo o gerente de relações governamentais da CBSK, Henrique Alves, a demanda por espaços para a prática do esporte é grande, uma vez que há apenas uma pista de skate no centro, ao lado da Câmara Municipal, no Viaduto do Jacareí. Além disso, as pistas que já existem pela cidade estão sucateadas.

"A Prefeitura sabe que em qualquer lugar que você colocar uma pista de skate, ela vai ser muito usada, pois o skatista não tem medo de frequentar espaço novo. Seria uma metodologia para ocupar lugares que estão ociosos na região central", diz Alves.

A assessoria de imprensa da Subprefeitura da Sé afirma que a demanda por novos espaços surgiu depois dos incidentes que ocorreram na Praça Roosevelt, mas a vistoria significou apenas a intenção de criar esses espaços. E nada de concreto foi resolvido. /J.D.

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