Prefeitura alega que redução de kit escolar é para evitar desvio de material

Segundo secretário municipal da Educação, kit complementar será entregue às escolas e não faltará cadernos, lápis e canetas para os alunos

O Estado S. Paulo

07 Fevereiro 2014 | 12h39

SÃO PAULO - O secretário municipal da Educação, Cesar Callegari, disse nesta sexta-feira, 7, que reduziu o número de itens do material escolar entregue diretamente aos alunos das escolas municipais para evitar possíveis desvios dos objetos. Segundo ele, o restante do kit será destinado às unidades e não haverá falta de cadernos, lápis e canetas aos estudantes.

"O que temos de explicar é que fizemos uma mudança no kit que é entregue para o aluno, na mão dele, mas garantimos a reserva de material necessário na escola. Não vai faltar nada para ninguém", disse o secretário.

Uma reportagem do jornal "Folha de S.Paulo" desta sexta-feira mostrou que os kits entregues aos aluno da rede municipal tiveram redução de 41 para 22 itens, incluindo cadernos, lápis e canetas.

Callegari afirmou que no ano passado, a Prefeitura constatou que parte do kit não foi utilizada pelos alunos. "Às vezes, a criança recebia o caderno no começo do ano e esses cadernos eram utilizados por alguém da casa para fazer lista de compra de feira, para entregar para o irmão que está fazendo universidade. Ora, material escolar é para ser utilizado na escola."

O secretário disse que a economia de R$ 20 milhões na compra de material escolar anunciada pela Prefeitura não ocorreu por causa de redução de itens no kit, mas por diminuição do preço das aquisições.

"Seria um contrassenso, ainda mais no momento que estamos ampliando a jornada dos alunos nas escolas, com educação de tempo integral em muitas escolas da capital, exigindo agora o fim da aprovação automática, exigindo lição de casa, se nós viéssemos a cortar o material", completou Callegari.

De acordo com a secretaria, o kit escolar, assim como os uniformes, deve ser entregue aos cerca de 1 milhão de alunos até o mês de abril.

As declarações foram dadas durante agenda do prefeito Fernando Haddad (PT), que, acompanhado da ministra da Cultura, Marta Suplicy, assinou decreto estabelecendo a volta da gestão compartilhada, entre as secretarias de Educação, Cultura e Esportes, dos centros de educação unificada (CEUs), em Guaianases, na zona leste. Haddad não falou com a imprensa no evento.

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