Prefeitura agora cassa licença do Shopping Paulista

Caso não regularize sua quantidade de vagas de estacionamento até o fim do mês, o centro de compras poderá ser interditado

ARTUR RODRIGUES, O Estado de S.Paulo

11 Julho 2012 | 03h02

A Prefeitura de São Paulo cassou a licença de funcionamento do Shopping Pátio Paulista, na região central. Os documentos apresentados pelo centro de compras não comprovam que o estacionamento do local tem número suficiente de vagas e cumpre outras exigências. Caso não se regularize até o fim do mês, o local pode ser interditado.

De acordo com a Secretaria Municipal de Coordenação das Subprefeituras, o espaço tem até o dia 18 para regularizar a situação ou vai receber multa de R$ 1,18 milhão. O centro de compras pode ser lacrado no dia 30 se não resolver o problema.

A secretaria afirmou que os documentos entregues pelo shopping na sexta-feira não responderam às questões sobre a "diminuição das vagas de estacionamento interno, instalação e ocupação indevida de área por um lava-rápido". Segundo a pasta, também não foram entregues os documentos dos estacionamentos conveniados.

A Brookfield, que administra o shopping, afirmou por meio de sua assessoria de imprensa que não se manifestaria sobre a cassação da licença.

O espaço está na mesma situação do Shopping Pátio Higienópolis. O empreendimento pode ser lacrado no dia 27 se não conseguir 470 vagas extras no estacionamento.

No dia 13, se a situação não estiver resolvida, o espaço será multado em mais R$ 1,5 milhão. Até agora, o Higienópolis já acumula R$ 1,8 milhão em multas.

Os dois empreendimentos são suspeitos de pagar R$ 1,6 milhão em propinas para funcionários da Prefeitura para ficar abertos sem cumprir medidas mitigadoras de trânsito obrigatórias e receber outras vantagens.

O prefeito Gilberto Kassab (PSD) afirmou que "torce" para que o Pátio Paulista se regularize, por causa do grande número de usuários do local.

Depois de denúncias de que o ex-diretor do Departamento de Aprovação de Edificações (Aprov), Hussain Aref Saab, recebia propina para dar benefícios a shoppings e outros empreendimentos, outros 22 centros de compras já foram multados em R$ 3 milhões. Entre eles, 17 não têm as licenças necessárias para abrir. No fim de junho, o Shopping Capital, na Mooca, foi lacrado após cair a liminar que garantia seu funcionamento.

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