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Prefeitura de São Paulo adia a demolição da Cruz Vermelha

Segundo informações obtidas pelo 'Estado', o local estaria sendo preparado para receber um shopping de alto luxo do Grupo Iguatemi

Adriana Ferraz, O Estado de S. Paulo

10 Novembro 2015 | 03h00

A gestão Fernando Haddad (PT) recuou na decisão de conceder alvará de demolição para o complexo onde estão localizados os hospitais da Cruz Vermelha e dos Defeitos da Face, no Planalto Paulista, zona sul da capital. A licença já havia sido concedida pelo subprefeito da Vila Marina, João Carlos da Silva Martins, que suspendeu a decisão após receber representação do vereador Gilberto Natalini (PV) relatando que os imóveis estão em processo de tombamento no órgão municipal do patrimônio - o Conpresp. 

A suspensão do alvará foi publicada no Diário Oficial da Cidade de 27 de outubro. Segundo informações obtidas pelo Estado, o local estaria sendo preparado para receber um shopping de alto luxo do Grupo Iguatemi, que afirmou não comentar “boatos de mercado”. 

Com mais de 4o mil metro quadrados, apenas o terreno do complexo, que fica na Avenida Moreira Guimarães, nas proximidades do Aeroporto de Congonhas, está gravado como uma Zona de Estruturação Urbana (ZEU) na proposta de zoneamento elaborada pela Prefeitura. Todo o restante do bairro consta como Zona Estritamente Residencial (ZER). 

“Nossa proposta é que essa área se transforme em um parque para uso da população, e com a preservação do patrimônio”, diz Natalini. Enquanto a decisão não é tomada pelo Conpresp, nenhuma alteração pode ser feita. A Subprefeitura da Vila Mariana e a Cruz Vermelha não se manifestaram.

 

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