Lucas Melo
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Prefeitos da Baixada Santista pedem ajuda do Estado para fiscalização nas praias

Cidades pedem criação de 'barreira' antes da descida da serra para orientar as pessoas sobre as determinações do governo estadual paulista na fase emergencial

Lucas Melo, Especial para o Estadão, O Estado de S.Paulo

12 de março de 2021 | 15h00

GUARUJÁ - Para cumprir as determinações da Fase Emergencial do Plano São Paulo, programa estadual de reabertura econômica, o Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista (Condesb), presidido pelo prefeito de Santos, Rogério Santos (PSDB), solicitou ao governo estadual a tomada de medidas que auxiliem os municípios durante a fiscalização das praias. A gestão João Doria (PSDB) decidiu endurecer a quarentena em um momento de recorde de internações e forte pressão sobre os hospitais. No Estado, 53 municípios já não tinham mais leitos de UTI para pacientes da covid-19 nesta quinta-feira, 11. 

Após se reunirem na última quinta-feira, 11, os prefeitos das nove cidades (Santos, Guarujá, Praia Grande, São Vicente, Bertioga, Peruíbe, Mongaguá, Itanhaém e Cubatão) da região decidiram pedir ao Estado a não realização da operação descida no sistema Anchieta-Imigrantes já a partir deste final de semana.

“Mais uma vez vamos pleitear que não haja a operação descida, já que o objetivo dela é atender o maior número de veículos que descem a serra. Algumas cidades da Baixada estão com 40% a mais de população, já que muitas pessoas têm apartamento aqui e como estão trabalhando em home office decidiram ficar”, explicou o prefeito de Santos e presidente do Condesb, Rogério Santos.

Vale ressaltar que essa solicitação já foi realizada em outras oportunidades ao governo estadual, que não atendeu o pedido em nenhuma delas.“Estamos pedindo mais uma vez. Já que o momento é de maior restrição, estamos tomando medidas que desestimulem as pessoas a virem à Baixada”, disse o prefeito.

Os prefeitos da Baixada Santista também solicitaram ao Estado a realização de uma ‘barreira orientativa’ antes da descida da serra, com o intuito de orientar as pessoas sobre o fechamento das praias e as recomendações da Fase Emergencial. “A ideia é fazer um bloqueio de orientação e não tirar o direito de a pessoa de ir e vir. Apenas informar que a praia está fechada e também sobre as novas regras vigentes nos municípios”, ressaltou o prefeito de Santos.

Outra solicitação do Condesb é em relação a fiscalização nas praias, já que algumas cidades encontram dificuldades em criar barreiras físicas para impedir a entrada de pessoas na faixa de areia e no mar.

Para solucionar esse problema foi solicitado ao governo um aumento no efetivo da Polícia Militar na Baixada Santista.

“Nós prefeitos da região temos dificuldades de fiscalizar, pois além do comércio e dos parques temos as praias. Algumas cidades não conseguem criar barreiras físicas por conta da alta quilometragem de praias, por isso é importante um apoio da polícia nesse sentido”, explicou o prefeito.

Para coibir a chegada de turistas e veranistas, a cidade de Santos resolveu antecipar para sábado, 13, o fechamento das praias. O objetivo é desestimular as pessoas a procurarem o município neste último final de semana antes da Fase Emergencial que começa na segunda-feira, 15.

“A Guarda Municipal aborda. Não temos o intuito de multar, mas tem pessoas que minutos depois voltam a descumprir as normas. Se for necessário, cabe a guarda chamar a Polícia Militar”, finalizou o prefeito.

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