Prefeito ouviu Serra e Lembo sobre crise

Bastidores: Diego Zanchetta

O Estado de S.Paulo

08 Março 2012 | 03h03

Logo no início das ameaças de greve dos caminhoneiros, no fim de semana, a intenção do prefeito Gilberto Kassab (PSD) era recuar. O receio imediato foi de que a falta de combustível e o consequente caos na cidade fossem mais um duro golpe na fragilizada imagem da atual gestão. Na ponta do lápis, porém, as contas dos custos eleitorais ficaram no azul. "A classe média vai delirar quando conseguir cruzar a Marginal do Tietê em 20 minutos", confidenciou ao Estado um assessor de Kassab.

O prefeito ouviu a opinião de seus principais conselheiros - Cláudio Lembo, secretário de Negócios Jurídicos, e José Serra (PSDB), pré-candidato à sucessão municipal. Ambos bateram o martelo a favor da restrição. Um novo recuo a favor dos caminhoneiros poderia representar um prejuízo político maior do que a paralisação, alertaram.

O governo patinou nas restrições paliativas adotadas no trânsito nos últimos seis anos. Os congestionamentos seguem caóticos, apesar do veto à circulação de carga pesada, e nenhum novo quilômetro de corredor de ônibus foi construído. Proibir a circulação de caminhões na Marginal pode tornar a via um "oásis" para os motoristas - nem que seja por alguns meses e em ano de eleição.

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