Prefeito diz que plano de metas não é obrigação

O prefeito Gilberto Kassab disse ontem que o plano de metas não é obrigatório. "O importante é a gestão procurar cumprir as metas. É meta, não obrigatoriedade. Plano de metas é metas, não plano de ação, onde tem efetivamente compromisso."

Felipe Frazão e Vitor Hugo Brandalise, O Estado de S.Paulo

11 de maio de 2011 | 00h00

A declaração vem em um momento em que as dificuldades no cumprimento das metas até o fim de 2012 começam a ficar evidentes. Como o Estado revelou em abril, a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2012, enviada por Kassab à Câmara, indica que algumas das principais promessas não serão cumpridas. Para justificar atrasos, o prefeito falou em "imprevistos". "O esforço é evidente. Há boa-fé da gestão, mas imprevistos acontecem, (como) licitações e quedas de receita."

Kassab criticou o Movimento Nossa São Paulo, principal idealizador da Agenda 2012. "São desleais e irresponsáveis no acompanhamento. Qual gestor vai querer conviver com uma deslealdade dessas? Acreditei nessa ideia com inocência e espírito público, mas fui vítima da boa-fé."

O coordenador da entidade, Oded Grajew, disse que Kassab "está sob tensão por causa das cobranças e do atraso". "O prefeito foi convidado diversas vezes para discutir o plano de metas, em debates com a sociedade civil, mas nunca compareceu. Continuamos abertos ao debate, mesmo com essas ofensas injustificadas", afirmou.

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