Prefeito diz que GCM terá postura 'comunitária'

O prefeito Fernando Haddad (PT) afirmou que a Guarda Civil Metropolitana deve mudar e adotar postura "comunitária" em sua gestão, ao ser questionado sobre as agressões de integrantes da corporação contra skatistas na Praça Roosevelt, na região central, ocorridas na sexta-feira.

O Estado de S.Paulo

10 Janeiro 2013 | 02h05

"Não vamos admitir posturas que sejam incompatíveis com a própria Guarda, que vai na minha gestão ter cada vez mais um caráter comunitário. Haverá uma orientação para todo efetivo", disse ontem de manhã.

Um vídeo divulgado na internet mostra um skatista sendo agredido por um guarda à paisana e outro membro da corporação e jogando spray de pimenta em quem fazia a filmagem da cena. Os guardas foram afastados.

Haddad afirmou que a Subprefeitura da Sé deve intermediar a situação de tensão na praça. Frequentadores disseram ter medo de acidentes com os skatistas e moradores reclamam do barulho e de equipamentos danificados. "Não vejo dificuldade em superar aquela situação do ponto de vista da comunidade e a Guarda está orientada para agir nesses casos com rigor", disse.

A "guarda comunitária" foi um termo cunhado durante a campanha eleitoral do petista em 2012. A escolha do promotor de Justiça Roberto Porto para o cargo de secretário de Segurança Urbana foi feita justamente para conduzir essa mudança de perfil da GCM. Em entrevista ao Estado, o secretário afirmou que os guardas-civis passarão por reciclagem e terão regras para evitar truculência. Entre as novidades está a abordagem de moradores de rua somente na presença de assistentes sociais.

Outra mudança anunciada por Porto é que os guardas-civis voltarão a atuar nos parques e espaços públicos. Atualmente, a vigilância nesses locais é feita majoritariamente por empresas de vigilância.

Para fazer as mudanças, a secretaria abrirá concurso para a contratação de 2 mil guardas e também incluirá os membros da corporação em cursos de reciclagem. Com a GCM desprestigiada, nos últimos seis anos, mais de 1.500 integrantes deixaram a corporação.

O Sindicato dos Guardas-Civis Metropolitanos de São Paulo, Carlos Augusto Souza Silva, afirma que, por enquanto, tem concordado com as propostas da nova gestão. / A.R.

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