Prefeito diz que ambientalistas têm interesses particulares na área

O prefeito Chico Brito (PT) diz que o corredor de empresas e indústrias na Área de Proteção Ambiental (APA) Embu Verde vai criar empregos e receita. "Não é aceitável que a população leve duas, três horas em um ônibus até o trabalho em São Paulo", diz Chico. "A receita do turismo não chega a 2% da receita de R$ 400 milhões, são R$ 10 milhões por ano. Só o imposto arrecadado com as empresas já instaladas hoje em Embu gera R$ 150 milhões", afirma.

O Estado de S.Paulo

18 Abril 2012 | 03h00

Para Brito, defender a "vocação turística" de Embu das Artes não é um argumento legítimo. "A cidade é multivocacional. É indústria, é comércio e é serviço. Turismo é iniciativa privada. Não é o poder público que vai produzir empreendimento de turismo por aqui."

Sobre o corredor de indústrias na APA, o prefeito afirma que serão "não poluentes". "Já existe uma estrada ali, o que estamos fazendo é definir. Se você olhar, vai ver que 90% da vegetação que existe no corredor não é significativa, segundo estudos que nós fizemos baseados em mapas da Emplasa (Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano)", diz. Segundo ambientalistas, a prefeitura usou mapas que não descrevem a localização das áreas de mananciais, de córregos e da Mata Atlântica.

Brito afirma que os ambientalistas têm interesse na área porque moram ali. "Já temos condomínios residenciais, com muros que impactam muito mais a fauna do que um corredor aberto."

O Plano Diretor prevê a criação de 1,3 milhão de metros quadrados para habitação social - a intenção é acabar com 90% das moradias irregulares na cidade. A área a ser verticalizada, porém, não prevê prédios para a população de baixa renda. "Isso fica a cargo do empreendedor." / N.C.

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