Prefeito acha assustadora ação de bandidos em Botucatu

Segundo Ielo, investigações devem definir se a ação partiu da facção criminosa que atua nos presídios paulistas

José Maria Tomazela, de O Estado de S. Paulo,

10 de novembro de 2008 | 21h25

O prefeito de Botucatu, Mário Ielo (PT), considerou "assustadora" a ação dos bandidos que explodiram, nesta segunda-feira, 10, a Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) da cidade. "A que ponto está chegando a atuação do crime organizado", comentou. Segundo ele, as investigações devem definir se a ação partiu da facção criminosa que atua nos presídios paulistas. "Com certeza não são bandidos da cidade."  Veja também: Bandidos invadem delegacia e explodem prédio com dinamite  O imóvel destruído na explosão foi alugado pela prefeitura e cedido para a Secretaria de Segurança Pública do Estado para a instalação da Delegacia. O prefeito disse que a família proprietária será ressarcida dos prejuízos. "Espero contar com a ajuda do Estado para isso."  Até o final da tarde, os peritos não tinham chegado a uma conclusão sobre o tipo de explosivo usado na ação, o que será definido durante a perícia do material coletado no local. Sabe-se que, além do explosivo, os bandidos fizeram uso de gasolina para queimar os arquivos da delegacia.  Dos seis inquéritos consumidos pelas chamas, dois referem-se a réus presos e podem ser recuperados no Fórum criminal. São justamente os dois deles referentes a um grupo de traficantes que se aliou ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Os outros terão de ser refeitos. A Polícia confirmou que havia granadas entre o armamento roubado, mas não divulgou a quantidade. Policiais informaram que seriam 30 granadas, além de 12 revólveres e pistolas, e várias espingardas, entre elas uma carabina.

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