Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Prédios na Aclimação ficarão interditados até término de reparos

Estruturas das edificações foram afetadas nesta semana, forçando a saída de 116 famílias do local. Condomínios deverão contratar análise técnica

O Estado de S.Paulo

08 Agosto 2018 | 21h33

SÃO PAULO - Os dois prédios interditados nesta semana pela Defesa Civil na Aclimação, zona sul de São Paulo, deverão permanecer com restrição de acesso até o término de reparos, sob responsabilidade dos condomínios, sem prazo para ocorrer. As estruturas sofreram abalos e apresentaram rachaduras, levando a evacuação por parte de 116 famílias afetadas.

De acordo com a Prefeitura, a Defesa Civil não identificou risco iminente de desabamento, mas a interdição ocorre por precaução, “pois a queda de um talude comprometeu parcialmente a estrutura dos prédios”. “O talude de 12 metros fica em frente aos prédios e tem vigas fixadas às estruturas dos edifícios. Uma dessas vigas colapsou, fazendo as edificações vibrarem”, explicou o órgão.

Segundo a administração municipal, as famílias afetadas encontraram abrigo em casas de parentes ou amigos, sem necessidade de acionamento de assistência social. “Os condomínios deverão providenciar os reparos nas estruturas para a liberação dos locais”, disse a Defesa Civil. O Estado não conseguiu contatar representantes dos condomínios na noite desta quarta-feira, 8.

Segundo o coordenador-geral da Defesa Civil da capital, coronel Edernald Arrison de Souza, o deslizamento foi "possivelmente provocado por uma umidade".  "Não tivemos a drenagem dessa umidade e, com a deficiência da resistência daquela encosta, nós tivemos um deslizamento”, disse nesta terça.

Os edifícios ficam localizados na Rua Nicolau de Sousa Queirós, a um quilômetro do Parque da Aclimação. Idênticos, com exceção das diferenças de cores (laranja e verde), tinham 60 apartamentos cada um ano. Segundo a Defesa Civil, 116 famílias moravam nas duas construções, que têm cerca de 50 anos.

O prefeito regional da Vila Mariana, Benedito Mascarenhas, informou que os síndicos dos prédios foram orientados a contratar análises técnicas privadas, pois, à Prefeitura, caberia apenas verificar o risco de desabamento do edifício.

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