Prédios interditados são seguros, diz construtora

Torres na Barra Funda foram esvaziadas após denúncias de tremores; para empresa, rachaduras no subsolo 'não significam risco à estrutura'

NATALY COSTA, O Estado de S.Paulo

03 Outubro 2012 | 03h04

A construtora TSR, responsável pelas torres comerciais Lex Offices, na Barra Funda, zona oeste de São Paulo, disse que vai entregar hoje à Subprefeitura da Lapa um laudo estrutural atestando a segurança da construção. Os dois prédios na Rua do Bosque foram interditados anteontem pela Defesa Civil por risco de desabamento após a denúncia de uma engenheira que trabalha no local.

Nos cinco andares de subsolo, usados como estacionamento, há rachaduras e trincas. As duas torres têm 16 andares cada (fora os de subsolo) e cerca de 360 salas comerciais, a maioria escritórios de advocacia, já que o conjunto fica a poucos metros do Fórum da Barra Funda. O edifício foi entregue pela TSR em 2009. Anteontem, ambas as torres foram evacuadas e os condôminos continuam sem poder entrar nas salas. De acordo com condôminos, tremores vêm sendo sentidos desde a quarta-feira da semana passada, principalmente no bloco 1.

"Esperamos que até sexta-feira a situação esteja normalizada e as pessoas possam voltar aos seus trabalhos", disse Rubem Melo, diretor da TSR. "Os peritos já fizeram toda a inspeção no prédio e o laudo vai mostrar que está tudo ok."

Segundo Melo, as rachaduras "não significam risco à estrutura" e a interdição não era necessária. "Na nossa opinião, não precisava. Estivemos com a Defesa Civil na sexta-feira e acertamos de mandar o laudo até quarta (hoje). Não sei se houve esse tremor que falaram."

A Defesa Civil já havia estado no prédio há uma semana, quando foi acionada pela primeira vez por causa dos tremores. Depois, foi ao prédio uma segunda vez, na sexta-feira, e viu as rachaduras. Segundo os engenheiros da Subprefeitura da Lapa, as trincas se agravaram anteontem, quando foi determinado que a interdição era necessária.

Obra. Os técnicos da Prefeitura trabalham com a hipótese de que as escavações da obra do edifício comercial Marquês, exatamente na frente do Lex Offices, tenha influenciado nos tremores. "Ontem (anteontem), agentes vistores e técnicos da subprefeitura identificaram uma construção de um prédio na frente do condomínio, onde havia uma escavação que, inicialmente, pode ser a provável causa do surgimento das rachaduras no condomínio Lex Offices", informou, em nota, a Subprefeitura da Lapa. "A obra de escavação foi paralisada por intimação da subprefeitura e seus responsáveis têm prazo de até 48 horas (até hoje) para apresentar toda a documentação, normalmente exigida pela administração municipal."

A construtora Brookfield, responsável pela obra do edifício Marquês, não se manifestou.

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