Amanda Perobelli/Estadão
Amanda Perobelli/Estadão

Prédio vizinho ao que desabou tem danos estruturais e pode estar condenado

Imóvel de 12 pavimentos foi evacuado para avaliar risco de queda

Isabela Palhares, O Estado de S.Paulo

03 Maio 2018 | 15h29
Atualizado 03 Maio 2018 | 18h37

SÃO PAULO - A Defesa Civil Municipal informou na tarde desta quinta-feira, 3, que o prédio vizinho ao Edifício Wilton Paes, que desmoronou no Largo do Paiçandu na madrugada de terça, teve danos estruturais e pode estar condenado. O órgão e o Corpo de Bombeiros estão monitorando periodicamente o imóvel, que também foi evacuado, para avaliar o risco de queda.

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O prédio de 12 pavimentos foi atingido, sobretudo nos quatro andares mais altos, pelas chamas do incêndio. Segundo Edison Ramos, coordenador da Defesa Civil, o calor fez com que as paredes e estruturas se dilatassem, o que gerou trincas e deformações aparentes no edifício. "Estamos monitorado para avaliar qual a melhor intervenção no local. Ainda não podemos afirmar que esteja condenado ou se um escoramento andar por andar pode garantir a sustentação. No entanto, tudo indica que esteja condenado", diz Ramos.

Mais tarde, Ramos afirmou que não há "risco iminente de queda" de prédios vizinhos ao Edifício Wilton Paes de Almeida. Segundo ele, nenhum prédio está condenado. "Dois deles, os que estavam em frente ao que desmoronou, demandam mais atenção e estão sendo monitorados", disse. Esses dois prédios foram atingidos pelas chamas e o calor provocou fissuras e deformações.

Segundo Ramos, os bombeiros continuam os trabalhos normalmente na retirada dos escombros. Ele diz ainda acreditar que, nos próximos dias, será possível fazer o escoramento desses dois edifícios para que os bombeiros possam acessar os pavimentos superiores. Quatro prédios e a igreja estão interditados desde terça. Ainda segundo Ramos, também não há risco de nova queda na igreja. "Tudo o que tinha pra cair, já caiu."

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Movimentação. Na terça feira, um equipamento com monitoramento a laser foi instalado em um prédio vizinho pelo Corpo de Bombeiros para identificar a movimentação nos prédios do entorno. No edifício comercial, em frente ao que caiu, foi registrada maior movimentação na manhã desta quinta-feira, 3, quando o maquinário pesado começou a ser utilizado para a remoção dos escombros.

"(A movimentação) vem sendo detectada desde o primeiro dia, a medição demonstra que houve maior movimentação, mas não sugere que há risco de ruir. O que não resta dúvida é de que deva ser interditado", disse o secretário de Segurança Pública, Mágino Alves. Segundo Alves, o Corpo de Bombeiros está avaliando, com órgãos municipais, quais providências devem ser tomadas. 

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