Prédio onde o coronel Ubiratan foi morto passa por perícia

Ubiratan Guimarães, foi assassinado em setembro de 2006 em seu apartamento, na zona oeste de São Paulo

O Estado de S. Paulo,

05 Outubro 2012 | 15h59

SÃO PAULO - Uma nova perícia será realizada nesta sexta-feira, 5, no prédio onde o coronel da Polícia Militar, Ubiratan Guimarães, foi assassinado em setembro de 2006. A análise foi determinada pelo juiz do 1º Tribunal do Júri do Fórum da Barra Funda, Bruno Ronchetti. O apartamento onde ocorreu o crime fica na esquina da Rua José Maria Lisboa e a Avenida Nove de Julho, na zona oeste de São Paulo.

O promotor João Carlos Calçavara estará presente assim como o advogado de defesa o advogado Eugênio Carlo Balliano Malavasi, afirma o Ministério Público de São Paulo. A avaliação começa às 16h. O porteiro que trabalhada no edifício na noite do assassinato deve participar deste desdobramento do casso e prestar novos depoimentos.

Ubiratan - que comandou a invasão ao Carandiru em 1992, provocando 111 mortes no Pavilhão 9 - foi morto com um tiro na barriga. De acordo com a polícia, a advogada é a única responsável pela morte do ex-coronel. Ela foi vista entrando no apartamento na data do crime.

A ex-namorada do militar, a advogada Carla Cepollina, é acusada de ter praticado o crime. Ela responde ao processo em liberdade. A defesa da advogada nega a acusação e diz que uma pendência jurídica pode cancelar o júri. A próxima reunião do júri deve acontecer em 5 de novembro deste ano no Fórum da Barra Funda.

Condenado. Em 2001, o ex-coronel Ubiratan Guimarães foi condenado a 632 anos de prisão por comandar a ação no Carandiru, massacre que completou 20 anos na última terça-feira, 2. Em 2006, mesmo ano de sua morte, ele foi absolvido pela Justiça. Ubiratan é o único condenado pelo massacre do Carandiru.

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