Prédio na Vila Olímpia é alvo de arrastão

Moradores do Residencial Ignez, na Rua Quatá, Vila Olímpia, zona sul, viveram cinco horas de medo nas mãos de 15 homens armados durante um arrastão ao condomínio. O bando permaneceu no local das 21h30 de quarta-feira até as 2h30 de ontem. Antes da fuga, os criminosos trancaram as vítimas nos apartamentos e levaram as chaves. Não houve feridos.

Camilla Haddad, O Estado de S.Paulo

14 Janeiro 2011 | 00h00

Ontem, pelo menos quatro apartamentos foram invadidos. De acordo com moradores, uma pessoa armada conseguiu render o porteiro na guarita na noite de anteontem. O criminoso fez o funcionário abrir o portão da garagem para a entrada de dois carros com outros assaltantes.

Conforme os moradores e as visitas chegavam, eram rendidos pelos assaltantes, que recolhiam os objetos de valor e os acompanhavam até os apartamentos para pegar mais coisas.

Parte dos criminosos ficou escondida na garagem esperando os moradores chegarem. Funcionários do prédio não disseram se as imagens do circuito interno de segurança foram cedidas para a polícia. Por conta do nervosismo, moradores afirmaram que não seria possível reconhecer os assaltantes - a maioria deles estava bem vestida.

Entre os rendidos estava um homem que se apresentou como delegado. Ele disse que visitava um condômino quando teve sua arma - uma pistola Glock - roubada, mas não informou a delegacia onde atua. Além da arma, o grupo roubou joias, dinheiro, celulares e euros. A quantia exata não foi informada pela polícia. O carro de um dos moradores também foi levado.

Até a noite de ontem ninguém havia sido preso. O caso foi encaminhado ao Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic). Em todo o ano passado, a Polícia Civil registrou 24 arrastões na capital. Em 2009, haviam sido 21.

Prevenção. Para a Lello Condomínios, a segurança preventiva dos condomínios está diretamente ligada à mudança de hábitos de síndicos, moradores e funcionários. Um erro comum, segundo a administradora, está no controle de acesso para a garagem. "O profissional de portaria não pode querer identificar o veículo, mas especialmente quem está dentro do veículo. E, na dúvida, não abrir o portão", diz Angélica Arbex, gerente de marketing da Lello. Muitas vezes, os bandidos usam carros semelhantes aos de moradores para entrar nos prédios. Segundo ela, os condôminos não se preocupam em observar o movimento das áreas internas do condomínio por meio do circuito de TV, o que pode comprometer todo o investimento em segurança.

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