Prédio é parte da história da mídia

RIO - Inaugurado em 1929, o Edifício A Noite foi construído para abrigar o jornal A Noite, fundado em 1911 e embrião das Organizações Globo. Em 1936, recebeu a Rádio Nacional, um dos principais veículos de comunicação do País por duas décadas.

O Estado de S.Paulo

04 de abril de 2013 | 02h04

"A história do jornalismo é muito ligada a esse prédio", explica a presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Jurema Machado.

Estabeleceram-se no local consulados, empresas multinacionais e as agências de notícias La Prensa e United Press Association.

Em 1940, por meio de decreto do presidente Getúlio Vargas, o Estado assumiu o controle do grupo A Noite.

A Rádio Nacional foi responsável pela divulgação de artistas como Dolores Duran, Cauby Peixoto, Dalva de Oliveira, Marlene, Emilinha Borba, Orlando Silva, Francisco Alves, Silvio Caldas e Radamés Gnatalli, entre tantos outros.

O espaço físico do prédio foi remodelado. O 21.º andar recebeu um grande auditório com 486 lugares e a Rádio Nacional passou a ocupar quatro pavimentos.

Na chamada era de ouro do rádio, as novelas faziam sucesso semelhante ao que anos depois ocorreria na televisão. Saíram da Rádio Nacional o Repórter Esso e a primeira radionovela, Em Busca da Felicidade. / F.W.

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