Prédio da TAM Express pode ser implodido no domingo

Local será entregue à Prefeitura e vai ser transformado em memorial às vítimas da tragédia

Rodrigo Brancatelli,

04 de agosto de 2007 | 09h59

O prédio da TAM Express atingido pelo Airbus na tragédia do dia 17 de julho pode ser implodido neste domingo, 5. A estrutura foi liberada pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e Corpo de Bombeiros, pela Defesa Civil e Subprefeitura de Santo Amaro. Só falta uma autorização da companhia aérea para a implosão.   De cabeças baixas e orquídeas nas mãos, um grupo de seis familiares de vítimas do acidente fez na sexta-feira, 3, uma última vistoria no edifício. A TAM informou que iria conversar com os familiares e que poderia entregar à Defesa Civil o protocolo autorizando a implosão na noite de sexta ou na manhã deste sábado,4. A companhia confirmou que o terreno será cedido à Prefeitura para a construção de um memorial em homenagem aos mortos no acidente.   Os parentes quiseram ter a certeza de que nada mais poderia ser encontrado nos escombros, seja uma roupa, um óculos, uma lembrança. "Acho que o trabalho aqui acabou, não tem mais nada, a não ser o cheiro de fumaça", diz Maria Tereza Papa, que perdeu um genro na tragédia. A visita foi acompanhada por bombeiros que participaram das buscas, membros da Defesa Civil e pelo padre Valeriano dos Santos, que benzeu o prédio. O grupo deixou flores no pátio do edifício e rezou.   O prédio está pronto para a implosão, inclusive com os buracos feitos para colocação da dinamite. "Serão usados 75 quilos de dinamite e o processo deve demorar 3 segundos. Só esperamos o ok da TAM", diz Jair Paca de Lima, coordenador geral da Defesa Civil.

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