Werther Santana/AE
Werther Santana/AE

Preços da temporada são teste para o bolso da população no litoral de SP

Turistas e moradores de cidades litorâneas reclamam de 'inflação' gerada durante o verão

Reginaldo Pupo, especial para O Estado de S.Paulo

03 de janeiro de 2012 | 23h01

SÃO SEBASTIÃO - Além de paciência para enfrentar filas em estradas, padarias, mercados, caixas eletrônicos, postos de combustíveis e até para tomar sorvete, turistas precisam preparar o bolso no litoral norte paulista. Na temporada de verão, preços costumam ser bem mais salgados.

Parar o carro em Maresias, por exemplo, pode custar até R$ 30 a hora em terrenos baldios transformados em estacionamentos sem alvará de funcionamento, seguro ou cobertura para veículos. "Não tem jeito. Prefiro estacionar meu carro a deixá-lo na avenida, pois o número de furtos aqui parece ser alto, pelos comentários que ouvi", disse o publicitário Emerson Puccinatti, de Ribeirão Preto.

Na badalada Praia do Curral, em Ilhabela, parar o carro em garagens de residências e bares também sai caro. Uma hora não sai por menos de R$ 20.

Tomar cerveja na praia é outro hábito que requer dinheiro extra. Uma garrafa de 600 ml de cerveja comum é vendida por R$ 15 em Maresias. O problema se repete com o comércio ambulante - e em sua maioria clandestino - nas praias. Preços não só de cervejas como de refrigerantes e garrafas de água mineral e de coco costumam ficar até 50% mais altos. Um refrigerante vendido a R$ 2,50 no mercado sai em São Sebastião por R$ 3,50 em um quiosque da Praia do Arrastão e por R$ 5 em Maresias.

Um clube de luxo localizado em Ilhabela cobra R$ 50 para usar a espreguiçadeira na praia. "Nem quis ver o preço do cardápio de consumação para não estragar meu dia. Prefiro ficar contemplando a paisagem", brincou bancário paulistano Otávio Meire de Freitas.

Cardápios. Mas são os restaurantes que mais faturam na temporada. Cardápios executivos, com preços mais acessíveis, somem das mesas para dar lugar a cardápios de pratos mais elaborados - e caros. "Não há como almoçar bem no litoral sem gastar menos de R$ 150", disse o advogado José Roberto Craveira, de São Paulo, que havia acabado de almoçar com a mulher na Rua da Praia, em São Sebastião. "Imagine o quanto a gente gasta almoçando e jantando durante uma semana aqui? É um verdadeiro assalto."

Os preços altos desagradam também aos moradores. Jessica Lobato, de Caraguatatuba, notou que até mesmo as roupas tiveram aumento. "Antes do Natal, fui ver uma calça e o preço na vitrine era de R$ 50. Ontem fui comprá-la e já estava por R$ 79."

A dona de casa Teresa Amarante, de São Sebastião, fez uma pesquisa de preços antes do ano-novo para saber o que levar para o réveillon. "Deixei para comprar no dia 31 e tudo havia aumentado em média 20%."

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