WERTHER SANTANA/ESTADÃO
Sérgio Vaz está recluso em Taboão da Serra WERTHER SANTANA/ESTADÃO

'Precisamos esperar, mas vamos subir a ladeira’

O poeta Sérgio Vaz aguarda a vacina para continuar a frequentar São Paulo e retomar o projeto que abriu as portas e descobriu talentos literários na periferia da cidade

Gilberto Amendola, O Estado de S.Paulo

25 de janeiro de 2021 | 05h00

O poeta Sérgio Vaz, 56 anos, praticamente não sai de casa. Ele aguarda a vacina para continuar a frequentar São Paulo (hoje vive em Taboão da Serra) e retomar o projeto que abriu as portas e descobriu talentos literários na periferia da cidade: a Cooperifa.

Neste ano, a Cooperifa completa 20 anos. Em um mundo pré-pandemia seria razoável imaginar que dezenas de saraus estariam acontecendo no Zé Batidão (sede da Cooperifa) – assim como shows e outros eventos. Mas, infelizmente, a festa vai ter de esperar um pouco.

“Moro em Taboão da Serra e, com a pandemia, ficou difícil até de ir pra São Paulo. Além disso, o trabalho da Cooperifa é nas ruas, bares e escolas. A Cooperifa é um lugar de abraços. Por isso, precisamos esperar para retomar”, falou Vaz.

Vaz diz ter ‘sangue nos olhos’ para retomar o projeto. “Vamos subir a ladeira de novo. Quero ir à Cooperifa, curtir um bom samba, ouvir o barulho do tantã e bater com a palma da mão”, disse. “Além disso, quando a pandemia acabar, também quero voltar à várzea para bater uma bolinha”, completou. Vaz afirma que, daqui por diante, precisamos chorar os nossos mortos e levantar os vivos.

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