Prazo para desocupar Reitoria da USP acaba às 17h; alunos prometem resistir

Os estudantes que ocupam o prédio da Reitoria da Universidade de São Paulo (USP) desde a madrugada de terça-feira têm até as 17 horas de hoje para deixar o local. Caso não haja negociação, a Justiça autorizou o uso da força policial para que seja cumprida a reintegração de posse.

BRUNO PAES MANSO, CAIO DO VALLE, O Estado de S.Paulo

05 Novembro 2011 | 03h03

A notificação judicial foi entregue às 17h de ontem aos estudantes que ocupam o prédio pelo oficial de Justiça Valdemir Maciel, que foi vaiado e não conseguiu entregar o documentos em mãos. "A leitura aconteceu e os alunos estão oficialmente notificados", disse o oficial. Os alunos e integrantes da Reitoria também foram intimados a participar de reunião de conciliação hoje, às 10h, no Fórum Hely Lopes de Meirelles. Não confirmam presença.

Os manifestantes pedem a saída da Polícia Militar do câmpus desde que três alunos da Geografia foram detidos fumando maconha no local, no dia 27 de outubro. O caso levou a uma série de confrontos desde então.

Na tarde de ontem, representantes do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) e dos alunos que ocupam a Reitoria disseram que as negociações não avançaram. Eles já marcaram uma nova assembleia, na quarta, na frente da Reitoria.

Representantes da Reitoria queriam que os ocupantes deixassem antes o prédio para que fossem abertos dois grupos de trabalho, nos quais seriam discutidas duas reivindicações: a revisão do convênio com a Secretaria de Segurança e a revisão de processos contra estudantes.

Os invasores - atualmente cerca de 100 pessoas - não aceitaram a oferta. "O movimento vai resistir e nós estamos responsabilizando a Reitoria caso haja confronto", disse o diretor do Sintusp, Magno de Carvalho. "Se houver confronto é porque a Reitoria quer tirar sangue de estudante", diz Rafael Alves, aluno de Letras da USP.

Festa. Por volta das 19h, os estudantes preparavam uma festa na Reitoria, com vários engradados de cerveja. Uma hora depois, 50 alunos do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) da Unicamp se juntaram ao grupo. A energia elétrica, que havia sido cortada - assim como a internet -, foi reativada.

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