Praia Grande: 5 mortos em casa de veraneio

Com idades entre 16 e 21 anos, vítimas da chacina viviam em SP e foram ao litoral para as festas de fim de ano; polícia acredita em acerto de contas

Elvis Pereira e Rejane Lima, O Estado de S.Paulo

30 Dezembro 2010 | 00h00

Cinco jovens, dois deles adolescentes, foram assassinados a tiros na noite de anteontem na Praia Grande, Baixada Santista. As vítimas moravam na periferia de São Paulo e estavam em uma casa de veraneio alugada quando três homens armados entraram e dispararam contra elas, poupando as demais pessoas na residência. A Polícia Civil suspeita de acerto de contas.

A chacina, a primeira do ano na cidade, ocorreu pouco antes da meia-noite. Os três criminosos pararam um Palio verde na frente do imóvel, no bairro Balneário Maracanã, a duas quadras da praia. Um ficou no veículo. Outro, encapuzado, desceu e permaneceu na entrada da casa com uma espingarda calibre 12. O terceiro entrou no imóvel para matar os turistas.

Após acertar T., o atirador baleou Willian Alves, o motoboy Diego Henrique Nóbrega Gabriel e o empresário Vinicius Milincovis, todos de 21 anos, além dos estudantes Jonas Rafael de Araújo Dantas e Danilo Gomes Lioneti, de 17 e 16 anos, respectivamente. Cada um foi atacado num ponto da casa: piscina, sala, cozinha, quarto no térreo e no andar superior. Apenas T. sobreviveu à chacina.

Onze pessoas estavam na casa no momento dos disparos. As seis mulheres, no entanto, nada sofreram. Os turistas faziam parte de um grupo de cerca de 20 moradores da capital que alugaram a casa por dez dias. Vizinhos contaram à polícia que eles chegaram no último fim de semana.

Antecedentes. Os cinco mortos moravam na região de Heliópolis, na zona sul da capital. Somente Diego tinha antecedentes criminais, por furto. "Não levaram nada do local", disse o tenente-coronel Pedro Akui, comandante do 45º Batalhão da PM, cujos policiais atenderam a ocorrência. Segundo ele, furtos no bairro são comuns. "Mas não com morte de turistas."

O delegado Odair Fernandes Grilo, responsável pelas delegacias na cidade, disse que, até ontem, ninguém havia sido preso. "Estamos verificando se houve cobrança de dívida, acerto de contas." Único sobrevivente, T. permanecia internado em estado grave no Hospital Irmã Dulce.

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