Praia deve lotar com duplicação da Tamaios, o que preocupa ambientalistas

Preocupação é falta de Plano Diretor em Caraguatatuba e possível crescimento desordenado

Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo

01 Novembro 2011 | 23h03

SÃO PAULO - Com expectativa de desmatamento de 9 hectares de mata nativa (número reduzido pelo fato de a duplicação ser feita, em boa parte, por áreas já ocupadas pela rodovia), a principal questão ambiental de moradores de Caraguatatuba, na outra ponta da Rodovia dos Tamoios, é com os impactos que a obra deve trazer na região das praias: a descida da serra ficará mais fácil, o que, em tese, pode atrair mais turistas para o litoral.

"As cidades não têm Plano Diretor, têm problemas de saneamento e de coleta de esgoto. E, por causa do pré-sal, somos a bola da vez", diz o ambientalista Beto Francine Júnior, de Caraguatatuba.

Para ele, o Estado precisa oferecer alternativas para impedir um "boom habitacional" desordenado na região.

Pedágio. A duplicação do trecho de serra, por Parceria Público-Privada (PPP), inclui planos para a cobrança de pedágio.

O presidente da Dersa, Laurence Lourenço, diz que essa pode ser a primeira via do Estado com cobrança por quilômetro rodado, no lugar das praças convencionais. Mas o plano ainda esbarra na definição da tecnologia que permita medir a distância percorrida por veículo.

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