Praça Vilaboim, em SP, vira patrimônio histórico

Ação reconhece valor histórico da área e tem como objetivo preservar sua configuração, diz Conpresp

Pedro Henrique França, da Agência Estado,

23 de julho de 2007 | 16h12

A charmosa Praça Vilaboim, no bairro de Higienópolis, em São Paulo, foi oficialmente tombada. O anúncio foi feito nesta segunda-feira pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico (Conpresp) e divulgado pela Secretaria Municipal de Cultura. Segundo o Conpresp, esta ação reconhece o valor histórico da área e tem como objetivo preservar a configuração atual da praça e a vegetação existente, além de proteger toda área que a envolve. Com isso, para o perímetro de tombamento, as construções devem obedecer as alturas máximas de 10 a 12 metros, sendo obrigatória a manutenção dos recuos frontais. Já para a área envoltória, a altura dos imóveis deve variar entre 7 e 12 metros. A resolução mantém ainda a integração entre a Praça Vilaboim e os bens que a cercam como o Edifício Louveira, Vila Marta, Praça Buenos Aires e o bairro do Pacaembu. Atualmente, envolta por badalados bares e restaurantes, como o pizza-bar Piola, o japonês Koi e o contemporâneo La Villette, a Praça Vilaboim surgiu no início do século XX, no pequeno largo utilizado como campinho de futebol, conhecido como "Largo ou Praça do Piauí", no entroncamento das ruas Piauí, Aracaju e trecho da Itápolis (atual Rua Armando Penteado). O espaço foi urbanizado pela prefeitura de São Paulo por volta de 1930, sendo inaugurada em 21 de setembro de 1937, quando foi nomeada Praça Vilaboim. Na ocasião, ela recebeu o plantio da figueira que ocupa o centro da praça até hoje. Segundo a prefeitura, o pedido de tombamento já havia sido solicitado desde 1995. Desde então, a praça já era protegida pelo Conpresp, que foi oficializada nesta segunda como patrimônio histórico. Localizada próxima da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) e no coração do bairro de Higienópolis, de classe média alta, a Praça Vilaboim é, ao mesmo tempo, point de encontro de universitários que badalam pelos bares, e também de adultos e idosos que circulam pelos refinados restaurantes ou vêem as últimas novidades na tradicional banca de jornal.

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