Praça tem até fila para uso de equipamentos

O comerciante Domingos de Oliveira Antônio, de 70 anos, acorda todo dia bem cedo para fazer ginástica na Praça Saulo Lima de Vasconcelos, no Jardim Campinas, em Parelheiros, zona sul.

/J.D, O Estado de S.Paulo

15 de maio de 2012 | 03h02

Há três meses, a subprefeitura instalou no local uma espécie de "academia ao ar livre" para a terceira idade, com aparelhos que permitem exercícios de baixo impacto de braços e pernas. Antônio, que mora e trabalha a poucos metros dali, quer garantir que os equipamentos estejam livres. "Venho todos os dias exatamente às 5h50. Isso aqui enche de idosos logo cedo e, à tarde, só tem criança. Depois da reforma, ficou impossível ver a praça vazia ", diz.

Segundo ele, os equipamentos recém-instalados já estão causando disputa na vizinhança. Há poucas semanas, um grupo de idosas moradoras da Vila Marcelo, que fica a quatro quilômetros da praça, descobriu a existência da "academia".

Elas foram até lá para malhar, mas as "aspirantes a atleta" lotaram os equipamentos. Filas foram formadas e os moradores dos dois bairros quase brigaram. "Elas chegaram todas em um carro. Foi uma grande confusão, quase saíram no braço com quem já estava por aqui", conta o comerciante.

Revitalização. Até agora, dez praças do distrito de Parelheiros foram revitalizadas com recursos do Projeto Florir, da Prefeitura, mas nem todas têm esse tipo de equipamento para a terceira idade. A região é a que tem a maior área de mata da cidade, mas apenas 0,29m²/hab de praças e parques.

Antônio afirma, orgulhoso, ser um dos responsáveis pelo sucesso da praça: "Ensinei todo mundo a usar os aparelhos." Outros 12 idosos se exercitam toda manhã ao lado dele. O próximo desafio é convencer a própria mulher a acompanhá-lo. "Ela só fica olhando." .

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