Praça Roosevelt amanhece pichada

Um dia após reinauguração, houve quem reclamasse de ciclistas e skatistas; mas antigos frequentadores elogiaram reforma

JULIANA DEODORO , BRENO PIRES , DIEGO CARDOSO , ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S.Paulo

01 Outubro 2012 | 03h03

Um dia após ser reinaugurada, a Praça Roosevelt, no centro de São Paulo, amanheceu ontem com pichações, sobretudo na rampa próxima dos quiosques de floricultura. Alguns visitantes que foram ao local no primeiro domingo depois da reforma de dois anos também reclamaram de falta de segurança - bases policiais e câmeras estão em fase de instalação. A Prefeitura removeu a sujeira e ressaltou que garante a segurança na área.

Mesmo com a presença da Guarda Civil Metropolitana (GCM), que tem uma guarita na praça, usuários mostraram preocupação com o vandalismo e o uso inadequado da área. "Se não tiver vigilância, não sei se (a nova Roosevelt) dura", diz a professora Margarida Pereira. O projeto da nova Praça Roosevelt inclui uma base da Polícia Militar, no acesso pela Rua Augusta. A inauguração está prevista apenas para dezembro. Por enquanto, o principal controle de acesso e trânsito na área fica a cargo da GCM.

A Guarda não possui câmeras de vigilância instaladas no entorno - encontram-se atualmente em estudo de instalação -, o que impede também a identificação dos pichadores. As únicas câmeras disponíveis na região estão nos arredores e pertencem à PM.

Estrutura. "Os skatistas estão passando muito perto das pessoas e caindo em cima das plantas. Estava ao lado de uma senhora que quase foi atingida e disse que ia embora, com medo", disse o presidente da Ação Local da Praça Roosevelt, João Carlos Santos, que deverá integrar o conselho gestor local.

Ele também reclamou da presença de cachorros soltos pelo espaço reservado, chamado de "cachorródromo", bem como do barulho provocado pelo uso de skates durante toda a madrugada do sábado para o domingo. "Ninguém conseguiu dormir. Um GCM falou que não podia fazer nada."

Frequentadores também relataram que não havia restrição ao uso de bicicletas. "Vamos pedir à Subprefeitura da Sé maior controle, para não ficar nessa desordem. Caso contrário, a praça vai ficar detonada como outras e vai ser dinheiro público jogado no lixo", afirmou Santos.

Outros visitantes se queixaram da estrutura da nova praça. "Não há bebedouros. Ninguém se preocupou em fazer quadras e há poucos brinquedos", disse a auxiliar administrativa Luciana Lopes. E, por enquanto, o novo cartão-postal paulistano trouxe mais pessoas ao centro, só que ainda não favoreceu os comerciantes locais - não houve faturamento maior no domingo.

Contraponto. Antigos frequentadores da praça, porém, elogiaram a reforma e veem avanços na segurança. É o caso de Ivam Cabral, um dos fundadores do grupo teatral Os Satyros, com sede na área. Ele diz que a presença de policiais e da GCM deixou o espaço mais seguro. "Nós estamos muito felizes. A reforma foi uma grande conquista. Se aconteceu algum problema, como a pichação, foi ocasional. Acho triste. Mas não é necessária nenhuma histeria."

Na manhã de sábado, durante a inauguração da praça, o prefeito Gilberto Kassab já havia afirmado que não existia a preocupação de que o espaço, antigo reduto de moradores de rua e usuários de drogas, fosse ocupado novamente. "A Praça Roosevelt está confortável e segura e é um grande presente para a cidade de São Paulo."

Limpeza. A Secretaria Municipal de Segurança Urbana, pasta responsável pela Guarda Civil Metropolitana, afirmou, em nota, que a pichação foi removida. Também não foram registradas ocorrências graves no fim de semana. Sobre os frequentadores da praça que andam de bicicleta e skate, a GCM afirma que vai orientá-los para que utilizem o espaço com segurança. /COLABOROU THIAGO MATTOS, ESPECIAL PARA O ESTADO

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