Praça do Circo é motivo de briga

Moradores da Barra Funda alegam que obra vai reduzir área verde e aumentar o trânsito

RODRIGO BURGARELLI, O Estado de S.Paulo

17 de fevereiro de 2012 | 03h03

Uma pequena área verde municipal de 5 mil m² na Barra Funda, zona oeste da capital, virou motivo de queda de braço entre moradores e Prefeitura. A administração reservou a área para a construção da Praça do Circo, espaço de lazer com teatro de 400 lugares. Mas moradores temem que o verde diminua.

A história da área remonta a 1995, quando uma construtora pediu o parcelamento de 13 lotes no perímetro formado pelas Avenidas Francisco Matarazzo e Auro Soares de Moura Andrade e os Viadutos Antártica e Pompeia. Para tanto, lote de 9,3 mil m² teve de ser doado à Prefeitura. Cerca de metade foi preservada como área verde e a outra parte poderia receber obra pública. Decreto de 1997 do então prefeito Celso Pitta cedeu esse segundo lote ao Museu de Arte Contemporânea da USP.

O museu, porém, desistiu de ocupá-lo e o terreno voltou à Prefeitura. Após ampliação de vias na região, a área total tem hoje apenas 5 mil m². A Secretaria do Verde e do Meio Ambiente defendeu que ali se fizesse uma praça. "O trânsito já é horrível e a própria CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) recomendou que não se construísse outro polo de trânsito ali. Tinha de ser praça", diz Maria Antonieta Lima e Silva, presidente da Associação de Amigos da Vila Pompeia.

A Prefeitura, porém, bateu o martelo. Diz que a área foi transferida para a Secretaria Municipal de Cultura construir a Praça do Circo. O projeto está previsto nas metas que o prefeito Gilberto Kassab (PSD) terá de cumprir. Segundo a pasta, o projeto não reduzirá a área verde.

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