Praça deve ficar pronta em seis meses

Em julho de 2007, dez dias depois de um avião da TAM cair em Congonhas, matando 199 pessoas, o prefeito Gilberto Kassab (PSD) prometeu construir um memorial às vítimas no local do acidente. Parecia que haveria agilidade - menos de dois meses depois, cinco imóveis já estavam desapropriados e o projeto, pronto.

/ RODRIGO BURGARELLI, O Estado de S.Paulo

05 de janeiro de 2012 | 03h04

Mas as coisas não continuaram tão rápidas assim. O terreno, no número 7.305 da Avenida Washington Luiz, no Campo Belo, zona sul de São Paulo, ficou abandonado por cerca de três anos e virou ponto de descarte de entulho. Depois disso, a Prefeitura cercou o quarteirão e finalmente começou o trâmite de contratação da empresa que iria fazer as obras do Memorial 17 de Julho, como foi batizado.

Esse processo só terminou em dezembro do ano passado, e as obras devem começar nas próximas semanas. A administração vai pagar R$ 3,5 milhões pelo serviço, que deverá demorar cerca de seis meses para ser concluído. Dessa maneira, a praça deverá ser inaugurada próximo do aniversário de 5 anos do acidente.

Segundo o projeto, uma amoreira que sobreviveu ao impacto do avião ficará no centro da praça. Ela será cercada por lâminas d'água e 199 muretas, cada uma com o nome de uma das vítimas da maior tragédia aérea da história do País. Também haverá bancos e iluminação constante.

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