Praça das Artes ganha prêmio internacional

Icon Awards, entregue em Londres na quinta, destaca projetos com responsabilidade social

O Estado de S.Paulo

07 Dezembro 2013 | 02h07

Inaugurado no ano passado, o complexo Praça das Artes, no centro de São Paulo, ganhou em Londres, na noite de quinta-feira, o troféu de Edifício do Ano do Icon Awards, premiação anual de arquitetura e design instituída pela publicação Icon. O projeto paulistano venceu quatro dos maiores nomes da arquitetura mundial: Herzog & de Meuron (que concorriam com o Parrish Art Museum, em Long Island, Nova York), Renzo Piano (que concorria com a torre The Shard, em Londres), o SANAA (no páreo com o Louvre-Lens, museu em Lens, no norte da França) e Hugh Broughton (que disputava com o Halley VI, estação de pesquisas na Antártida).

"Um prêmio como esse pode estimular o poder público a investir mais em projetos metropolitanos de porte", afirmou o arquiteto Marcelo Ferraz, um dos autores do projeto ao lado de Francisco Fanucci (ambos do escritório Brasil Arquitetura) e de Marcos Cartum. Os Icon Awards têm foco em projetos que demonstrem responsabilidade social e ética pública.

Ideia da Prefeitura de São Paulo, as obras da Praça das Artes foram iniciadas em maio de 2009, no quadrilátero formado pelas Ruas Conselheiro Crispiniano e Formosa, Avenida São João e Praça Ramos. Foram concluídas no ano passado, a um custo de R$ 136 milhões.

O epicentro do projeto foi no Conservatório Dramático Musical de São Paulo, edifício do século 19 que encontrava-se deteriorado e ocioso, no coração de uma região degradada do centro. O projeto reabilitou o edifício e promoveu o aproveitamento de um lote vazio de propriedade municipal, vinculando-o a um complexo de novas construções e espaços de circulação e convivência.

Além de atender à histórica carência de espaços para o funcionamento do Teatro Municipal, os arquitetos pretenderam que o complexo assumisse papel indutor estratégico na requalificação da área central da cidade. A Virada Cultural de 2013 foi seu primeiro grande teste.

Atualmente, o complexo abriga parte dos eventos da Semana Internacional de Música (SIM). Seus 28.500 metros quadrados tornaram-se base de atividades da Escola de Dança e da Escola de Música, além de constituir-se no Centro de Documentação Artística e de acervos do Conservatório e do Teatro Municipal, com partituras, programas, livros, discos e documentos.

O júri do Icon Awards (que tem 11 categorias) é ultraestrelado: participaram da votação profissionais como Rowan Moore, crítico de arquitetura do The Observer; Kate Goodwin, curadora da Royal Academy of Arts; Sam Jacob, professor de arquitetura da University of Illinois, Chicago, e crítico da Art Review; e Tom Dyckhoff, crítico de arquitetura e design da BBC e colunista do The Guardian.

Os suíços Herzog & de Meuron, que disputavam o prêmio com a Praça das Artes, têm um megaprojeto em andamento em São Paulo, o Teatro da Dança, na frente da Sala São Paulo, na Luz.

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