Praça da Sé ganha a sede provisória do governo de SP

Haddad traça diretrizes para sua gestão de 5º andar de prédio histórico

FERNANDO GALLO, O Estado de S.Paulo

06 de novembro de 2012 | 02h05

Desde ontem, do 5.º andar do Edifício Sé, na Praça da Sé, centro da capital paulista, emana uma espécie de poder paralelo ao exercido no Edifício Matarazzo, sede da Prefeitura de São Paulo. Após cinco dias de folga, o prefeito eleito Fernando Haddad (PT) agora ocupa um piso na Caixa Cultural São Paulo, no histórico prédio da Caixa Econômica Federal, no centro.

Inaugurado em 1939 com a presença do então presidente Getúlio Vargas, o edifício em estilo art déco abrigou a presidência da filial de São Paulo da Caixa até 1979. Com enorme pé-direito e robustas colunas de mármore, o hall de entrada tem um vitral de seis metros de altura do artista milanês Henrique Zucca.

Transformado em espaço cultural, o local abriga exposições. Ontem, por exemplo, Haddad dividia espaço com os Gepetos de Praga - marionetes da República Tcheca - e com os Robôs de Alamón, pinturas do uruguaio Gustavo Alamón que tratam da relação do homem com a máquina.

Reconhecimento. Em seu primeiro dia, o local de trabalho da equipe de transição funcionava precariamente. À tarde, funcionários reconheciam o ambiente - recém-reformado - e perguntavam-se onde colocariam móveis e computadores. O andar que Haddad tem à disposição tem seis salas e um auditório.

Ontem, por volta de 20 pessoas passaram pelo "bunker da transição". Além do próprio Haddad, a trinca que comanda a "passagem de bastão" - Antonio Donato, Luís Fernando Massonetto e Ursula Peres - e assessores que participaram da campanha, ajudando na elaboração do plano de governo, estavam no local.

Haddad decidiu se instalar no prédio da Caixa aceitando um convite da própria instituição, que abriga outros prefeitos eleitos em outras cidades.

Em seu primeiro dia, o prefeito eleito se encastelou em sua nova sala. Passou boa parte da tarde reunido com Massonetto e Ursula, traçando as diretrizes do trabalho a ser feito. Até 31 de dezembro, São Paulo tem um governo paralelo. Do Edifício Sé começam a sair as decisões que impactarão os próximos quatro anos da população paulistana.

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