PPS diz que permanência de Garcia no cargo 'é insustentável'

Assessor fez gestos obscenos após saber que um defeito mecânico pode ter sido a causa do acidente da TAM

Rosa Costa, do Estadão

20 de julho de 2007 | 16h37

O PPS divulgou nesta sexta-feira, 20, pedindo a demissão do assessor especial da presidência da República, Marco Aurélio Garcia, que, ao saber que um defeito mecânico poderia ter sido a causa da queda do Airbus da TAM em que morreram 190 pessoas, fez gestos obscenos contra os críticos que atribuem ao governo a responsabilidade pelo desastre.   Veja Também:   O que você acha da atitude de assessores de Lula? Lista de vítimas do acidente do vôo 3054  O local do acidente  Quem são as vítimas do vôo 3054  Histórias das vítimas do acidente da TAM  Galeria de fotos  Opine: o que deve ser feito com Congonhas?  Cronologia da crise aérea  Acidentes em Congonhas  Vídeos do acidente  Tudo sobre o acidente do vôo 3054      "Está evidente que é insustentável a permanência desse senhor no governo, que multiplicaria o escárnio do episódio e submeteria a nação a monstruosa humilhação", afirma, na nota, o presidente do PPS, Roberto Freire.   Pela manhã, a demissão de Garcia foi pedida pelo líder do PSDB na Câmara, deputado Antonio Carlos Pannunzio (SP). O gesto de Garcia demonstra, segundo a nota do PPS, que o governo está mais preocupado com os danos que a explosão do Airbus pode causar à imagem do governo do que com a dor dos parentes das vítimas ou com a tomada de providências contra o caos aéreo, que já dura dez meses.    "Causa Repulsa a qualquer brasileiro assistir pela TV as cenas protagonizadas pelo assessor presidencial", afirma a nota. Acrescenta: "A atitude de Garcia se soma ao comportamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de não dizer nenhuma palavra de pesar às famílias das vítimas ou explicar à nação o porquê da negligência com o setor aéreo do País.    A impressão que temos é a de que o gesto (do assessor) espelha a visão do governo sobre o acidente, elaborada a partir da preocupação com o dano que pode causar à imagem e à popularidade do presidente, o que é de todo deplorável."

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