Amanda Perobelli/Estadão
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PPP será suspensa apenas se investigação indicar favorecimento, diz Doria

Gravação de áudio de ex-diretora do Departamento de Iluminação Pública menciona suposto pagamento de propina; contrato é de R$ 6,9 bilhões

Paula Felix, O Estado de S.Paulo

24 Março 2018 | 17h29

SÃO PAULO - O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), declarou neste sábado, 24, que pretende manter o contato da Parceria Público-Privada (PPP) da Iluminação, de R$ 6,9 bilhões. Segundo ele, a suspensão ocorrerá apenas caso seja comprovado o "favorecimento" do vencedor da licitação, o Consórcio FM Rodrigues/CLD. 

Na quarta-feira, 21, a então diretora do Departamento de Iluminação Pública (Ilume) Denise Abreu foi demitida após a divulgação de uma gravação de áudio na qual menciona o suposto pagamento de propina no processo da PPP. O caso é investigado pelo Ministério Público Estadual de São Paulo. Após a demissão de Denise, o procurador municipal Paulo Nanini foi indicado para ocupar a diretoria da Ilume. 

++++ Promotoria investiga suposta propina na PPP bilionária da Iluminação

"Já fizemos o afastamento da Denise Abreu. A investigação está com a Controladoria (Geral do Município) e a gente abriu espaço para a promotoria investigar", afirmou Doria durante agenda pública na zona sul de São Paulo. "Não vamos suspender (o contrato), mas vamos investigar sem propor nenhuma interrupção, exceto se as investigações indicarem que houve algum tipo de favorecimento. Evidentemente e imediatamente, ela será suspensa", completou.

Assinado no dia 8 de março, o contrato da Prefeitura com o consórcio prevê a troca de 535,7 mil lâmpadas por iluminação LED até 2021. As obras devem começar pela Avenida Rio Branco, no centro, além da Guarapiranga, na zona sul, Luiz Dumont Villares, zona norte, e Valdemar Tietz, zona leste.

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