PPP da Habitação quer atrair dinheiro privado para o centro

Maior parte das moradias (7.076) será feita na região compreendida por Barra Funda, Santa Cecília, Pari e Bom Retiro

O Estado de S.Paulo

01 Março 2013 | 02h01

A Parceria Público Privada da Habitação, lançada ontem pelo governo estadual, terá a maior parte de suas moradias na região compreendida por Barra Funda, Santa Cecília, Pari e Bom Retiro. Serão 7.076 unidades habitacionais nessa área. O objetivo do projeto é incentivar a iniciativa privada a construir em áreas degradadas e atrair moradores para o centro expandido.

Com base em um estudo, o projeto habitacional foi dividido em setores. O setor formado por Liberdade e Brás terá 2.908 moradias, o da República e Bela Vista 2.857, o de Bresser e Belenzinho 2.594, o de Cambuci e Mooca 2.409 e o de Celso Garcia e adjacências 2.377.

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou, durante evento na Secretaria de Estado da Cultura, na região central, que a contratação da empresa vencedora da licitação deve acontecer em outubro.

Das 20.221 unidades, 12.508 serão destinadas para quem tem renda de até R$ 3.775 - o equivalente a cinco salários mínimos estaduais. As 7.713 unidades restantes serão destinadas a quem ganha até R$ 10.848. "O apartamento vai custar R$ 129 mil e será totalmente financiado. Para quem ganha menos de cinco salários, haverá um grande subsídio", disse Alckmin.

A construção dos apartamentos será feita em áreas subutilizadas, dentro das chamadas Zonas Especiais de Interesse Social (ZEIS), definidas pelo Plano Diretor da Cidade, em 2002, e ainda não utilizadas pela iniciativa privada e pelo setor público.

O evento teve tom político e foi marcado pela troca de elogios entre o prefeito Fernando Haddad (PT) e Alckmin. O petista aderiu ao projeto do tucano e assinou um protocolo de intenções. "Talvez seja a primeira vez que haja um alinhamento estratégico da União, com o Minha Casa Minha Vida, do governo do Estado, com a Casa Paulista, e da Prefeitura de São Paulo. Ainda mais somando forças com a iniciativa privada", disse Haddad.

Nova luz. O prefeito deve se agarrar à PPP e descartar a Nova Luz, projeto encampado pelo ex-prefeito Gilberto Kassab. Ontem, Haddad disse que pode utilizar alguns pontos do Nova Luz, mas que a PPP é mais eficaz e sairá do papel com maior velocidade. "Trazer habitação ao centro implica um investimento muito elevado, em função do preço da terra. O valor na região é mais alto do que na periferia extrema, mas tem a vantagem de você trazer o morador para perto do posto de trabalho", disse. "Isso desonera toda infraestrutura da cidade." /ARTUR RODRIGUES

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