Postos para tirar visto têm demora de até 20 minutos

Novas áreas de atendimento do Consulado dos EUA têm falhas pontuais; exigência de duas visitas irrita quem vem de fora

NATALY COSTA, O Estado de S.Paulo

08 de maio de 2012 | 03h04

O primeiro dia de funcionamento dos Centros de Atendimento ao Solicitante de Visto (Casvs) dos Estados Unidos teve problemas pontuais de organização, falha no sistema e reclamações de quem é de fora de São Paulo. O posto da Avenida José Maria Whitaker, na Saúde, zona sul, recebeu 1.152 pessoas; a meta é chegar a 3,4 mil. Lá o atendimento levava até 21 minutos, mas o agendamento ainda demora 25 dias.

No meio da tarde, uma provável falha no sistema acusava um erro no endereço dos solicitantes - grande parte das pessoas que chegaram entre 15h e 15h30 foi encaminhada para uma fila específica que servia para corrigir erros no formulário DS-160, preenchido pela internet.

O Consulado dos EUA e a empresa administradora do Casv atribuíram o problema a erros de digitação. Mas os atendentes falavam em falhas do sistema, que não reconhecia algum dado específico no campo "endereço".

Nos seis Casvs do País, 2.929 pessoas foram atendidas, em média, em 13 minutos. Ao todo, 1.638 pessoas foram atendidas na capital. O posto de Alto de Pinheiros, na zona oeste paulistana, recebeu 486 pessoas e a média chegou a 10 minutos.

No posto. O atendimento é por ordem de chegada, mas não adianta chegar muito antes do horário marcado: às 14h, por exemplo, só consegue entrar quem agendou até 15h. O restante fica na rua. Lá dentro, a primeira fila serve para mostrar documentos (passaporte, formulário e comprovante de taxa de US$ 160 paga). Depois, a pessoa é encaminhada para uma sala com guichês, tira foto e impressões digitais. São 35 posições de atendimento na Saúde e 14 no Alto de Pinheiros. Não há sistema de senhas: cada um que chega senta em uma cadeira de espera e vai "pulando" para a próxima, até chegar sua vez de ser atendido.

Nos Casvs não é feita entrevista - nem há funcionários do governo americano aptos para isso. As entrevistas são no Consulado (na Rua Henri Dunant, 500), de um a oito dias depois.

Foi o desgosto principalmente de quem mora fora de São Paulo. "Passagem de avião, hotel, táxi para lá e para cá. Amanhã é a entrevista, outra diária de hotel e mais táxi. Dois dias de trabalho perdidos", disse o engenheiro Sérgio Moraes, de Porto Alegre.

O Consulado dos EUA explica que o atendimento em dois dias separados é para atender mais gente em menos tempo - a ideia é que as pessoas gastem menos de uma hora em cada lugar (Casv e Consulado). "Renovei meu visto em abril. Fiquei do meio-dia às 17h30 no Consulado. Hoje, vim tirar o do meu filho. Ficamos 25 minutos. Se no Consulado amanhã também for rápido, não me importo", disse o gerente Ciro Ruzon, de 39 anos.

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