Posto do TJ e centro de acolhida estão atrasados

Os dois projetos são as maiores apostas da Prefeitura e do Poder Judiciário para facilitar a internação dos usuários

O Estado de S.Paulo

07 Novembro 2011 | 03h04

Os dois projetos previstos para começar neste ano que facilitariam a internação de dependentes da cracolândia ainda não saíram do papel. Em agosto, o secretário municipal de Saúde, Januário Montone, afirmou que a nova aposta para a região seriam "centros de acolhida" - clínicas onde os dependentes poderiam iniciar um processo médico de recuperação. Passados três meses, a Prefeitura diz que o projeto ainda está sendo desenvolvido.

A mesma resposta serve para a integração que haveria com o Judiciário a fim de viabilizar a internação compulsória dos viciados. A promessa era de que a partir de outubro 15 juízes seriam destacados para realizar audiências concentradas com os menores que vivem nas ruas para estabelecer quem deveria ser internado.

A promessa da Coordenadoria da Infância e da Juventude do Tribunal de Justiça de São Paulo era que a ação na cracolândia começasse em outubro. O desembargador Antonio Carlos Malheiros disse que dialoga com promotores e com a Prefeitura para montar as estruturas. "Não queremos fazer algo repentino só para aparecer para a mídia. Tenho ido diariamente à cracolândia e estamos montando a estrutura necessária ao programa. Não existe atraso. Os juízes já estão disponíveis para a preparação do trabalho."

Já a Prefeitura informou por meio de nota que ela e "o Estado estão integrando suas ações na região da Nova Luz com foco no acolhimento de crianças e adolescentes". "Essa integração também vem sendo feita com o Judiciário e com o Ministério Público, de maneira que as ações técnicas das diversas áreas envolvidas sejam cada vez mais eficientes e efetivas." / D.Z.

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