Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Portugal se dispõe a ajudar na reconstrução de museu após incêndio

Museu da Língua Portuguesa foi destruído por incêndio em 21 de dezembro; Parlamento destacou a importância da instituição

O Estado de S. Paulo

07 Janeiro 2016 | 20h00

SÃO PAULO - O Parlamento de Portugal se dispôs a colaborar, “nas medidas das suas capacidades”, para a reconstrução do Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, que foi destruído em incêndio em 21 de dezembro.

Em deliberação aprovada por unanimidade nesta semana pelos deputados da Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, o Parlamento afirmou que, desde a inauguração, em 2006, o museu transformou-se “numa referência fundamental” na lusofonia.

Os deputados dizem que a medida exalta “a união em torno da expressão em língua portuguesa no mundo”. O documento será agora enviado, por via diplomática, às autoridades brasileiras.

Segundo a posição da comissão, “é inquestionável o papel essencial que o museu vinha desempenhando na valorização, promoção e difusão da língua portuguesa”. A instituição, de acordo com os parlamentares, inovou na divulgação de conteúdos ao usar recursos interativos que contribuíram para a “assinalável e permanente adesão de milhões de visitantes interessados no conhecimento do universo da língua e das culturas que se exprimem em português”.

No dia seguinte à tragédia, o ministro da Cultura português, João Soares, havia lamentado o incêndio e adiantado que o governo estava “absolutamente disponível” para ajudar na recuperação do museu.

Em declarações a jornais portugueses, João Soares afirmou, na ocasião, que esse “era seguramente o mais importante Museu de Língua Portuguesa no mundo”.

Tragédia. O incêndio começou no primeiro andar do prédio do museu, na Estação do Luz, onde havia uma exposição temporária sobre o historiador e antropólogo Câmara Cascudo. Imagens de câmeras de segurança sugerem que o fogo teve início em redes de dormir, que faziam parte da mostra, após a troca de um refletor.

O bombeiro civil da instituição, Ronaldo Pereira da Cruz, morreu no combate às chamas. Apesar de o prédio ter sido destruído, o acervo, por ser digital, foi preservado. / COM AGÊNCIA BRASIL e AGÊNCIA LUSA

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