Portinari: polícia pede imagens de condomínio

A Polícia Civil de São Paulo pedirá as imagens das câmeras de vigilância de um edifício onde uma tela de Cândido Portinari teria sido furtada depois de ser trocada por uma réplica no mês passado. A delegada Beatriz Bravo Ernandes, do 15.º Distrito de Polícia (Itaim-Bibi), quer saber quem entrou no apartamento dúplex do advogado criminal Carlos Ely Eluf, no Jardim Europa, zona oeste da cidade.

LUCIANO BOTTINI FILHO , O Estado de S.Paulo

11 Maio 2013 | 02h07

No boletim de ocorrência, ele citou um marchand autônomo que teria visitado sua residência com uma mala e saído de lá depois de ficar uma hora a sós com o quadro. O aposentado Jenner Accioly Lins, de 76 anos, nega que tenha furtado a obra Fetiche (1959), avaliada em R$ 500 mil, feita para a atriz Cacilda Becker para a primeira viagem de uma companhia teatral brasileira à Europa. Tanto ele quanto Eluf concordam que a obra é "invendável" por ser de autor conhecido e catalogado.

A delegada ainda não decidiu indiciar Lins. "A princípio, vou solicitar as imagens do edifício para saber quando ele esteve no local e qual foi o tempo de permanência", diz. Ele alega que esteve no imóvel há mais de um mês.

Perícia. Tanto Eluf quanto sua filha, a advogada Carolina Eluf, que teria percebido a obra falsa na quinta-feira da semana passada, serão ouvidos na próxima semana no inquérito. Depois, será a vez de Lins. A polícia também deverá solicitar uma perícia na obra falsa, que foi apreendida na delegacia.

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